O Samae, em parceria com a prefeitura de Jaraguá do Sul, Fujama e Ministério Público de Santa Catarina, deu início na manhã desta sexta-feira (23), ao plantio das espécies nativas às margens do rio Itapocu.

A ação, que faz parte do projeto a revitalização da Mata Ciliar, contou com a presença do prefeito Antídio Lunelli, do presidente do Samae Ademir Izidoro e lideranças da região.

O projeto tem como principal objetivo recuperar, por meio do plantio das árvores, os lotes confrontantes com o rio Itapocu para manter as suas condições ambientais.

Atualmente, do Itapocu que a empresa retira 70% da água para tratamento e distribui para os moradores.

"Primeiro que hoje é dia 22 de março. Onde o mundo inteiro comemora o Dia Mundial da Água. Eu como gestor do Samae tenho a obrigação de implantar um projeto dessa natureza",  pontuou Izidoro.

Ao longo dos próximos dois anos R$1 milhão será investido no trecho, que vai da Ponte Abdon Batista até a divisa com Corupá. O projeto prevê a plantação de 41 mil mudas de árvores nativas que serão doadas pela Fujama.

Ao fim, o programa vai tratar mais de 1 milhão de metros quadrados de áreas que atualmente se encontram devastadas. A primeira etapa do projeto vai abranger 370 lotes: Nereu Ramos, Três Rios do Sul, Água Verde, Centro, Czerniewicz, Santo Antônio, Rau, Chico de Paulo e Amizade.

Segundo Antídio Lunelli, esta ação é uma forma de conscientizar a população para um futuro melhor. "Além de plantar, é preciso cuidar. E o que estou vendo na nossa cidade é justamente ao contrário", lamentou.

No momento em que o  Brasil vive uma série de conflitos e desastres ambientais, Ademir Izidoro garante que este projeto  pretende preservar o meio ambiente no município, e lamenta ao relembrar o estado que o rio se encontra atualmente. "Você atravessa ele caminhando hoje em dia. Isso não se via antigamente".

O presidente da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), Normando Zitta, defendeu ainda que é preciso fortalecer o índice de reciclagem para ajudar a proteger o rio. A expectativa, é que nos próximos 2 anos seja investido R$60 milhões na área de saneamento básico na cidade.

Para o promotor do Meio Ambiente de Jaraguá do Sul, Alexandre Schmitt, a principal necessidade é recuperar às áreas que foram destruídas. " O rio abaste a nossa cidade. Se não houver essa mudança de mentalidade não vamos evoluir", pontua.

 

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