Foto Divulgação/Bruna R.W. Logen
Foto Divulgação/Bruna R.W. Logen

A Penitenciária de Canhanduba, em Itajaí, com o apoio e incentivo da Justiça Estadual e verbas da Justiça Federal, acaba de implementar o projeto "ReabilitaCÃO". Trata-se de uma iniciativa com o objetivo de ressocializar presidiários e, simultaneamente, oferecer a oportunidade de criar empatia e ensinar práticas no cuidado de animais resgatados de maus-tratos.

Com isso, a ação pretende reinserir parcela da população carcerária no mercado de trabalho, por meio de cursos de auxiliar de veterinário, com técnicas de banho e tosa. Segundo a juíza Cláudia Ribas Marinho, titular da Vara de Execuções da comarca de Itajaí, os processos e técnicas de reabilitação dos apenados buscam desenvolver novas possibilidades de aprimorar o desenvolvimento intelectual e social do grupo.

 

"O projeto é inovador e encantador, pois proporciona inúmeros benefícios ao apenado através da interação entre o homem e o cão, desenvolvendo autoestima, confiança e reconhecimento de suas emoções, e estimulando a socialização ao proporcionar a reinserção no mercado de trabalho", destaca a juíza.

 

Foto Divulgação/Bruna R.W. Logen

Uma equipe multidisciplinar que trabalha na penitenciária foi responsável pela seleção dos presos, a partir de critérios preestabelecidos: bom comportamento, perfil para o projeto, traços depressivos e de ansiedade crítica. A ideia de utilizar animais neste trabalho partiu da agente penitenciária Bruna R.W. Logen, responsável pela estruturação do projeto. "A cinoterapia, em resumidas palavras, é um instrumento diário valioso para aliviar sintomas principalmente depressivos com o simples contato e lida do ser humano com o cão", explica Bruna.

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