Para celebrar os dez anos de atividade do programa Famílias Acolhedoras, a Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Assistência Social (SAS), reuniu integrantes e crianças assistidas pela iniciativa, em um evento de confraternização. Criado em 30 de novembro de 2007, o Famílias Acolhedoras já teve a participação de 38 famílias, que atenderam 120 crianças, garantindo a elas acesso a direitos básicos como saúde e educação, além de privacidade, amor e carinho que fazem parte do ambiente familiar. “Entendemos que o acolhimento pelas famílias tem característica peculiar e, para a criança, faz toda a diferença. Em geral, a adaptação é fácil e a criança se vincula e se desenvolve rapidamente”, conta a assistente social, Denise Vieira Santos, coordenadora do programa Famílias Acolhedoras. De acordo com a legislação, podem ser acolhidas crianças de zero a 18 anos, pelo período que varia de três meses a dois anos. As famílias podem definir o perfil da criança atendida e recebem um termo de guarda provisória, tornando-se responsáveis pelos cuidados com ela. Para auxiliar nas despesas essenciais, a família recebe subsídio no valor de um salário-mínimo e meio. Embora o programa vise proporcionar cuidados, amor e afeto, as famílias devem estar cientes de que a permanência com as crianças é temporária e que o objetivo é reintegrá-las às suas famílias de origem. Por isso, alguns requisitos são essenciais, conforme explica a coordenadora do programa: “Enquanto a criança está em acolhimento, a SAS busca a sua reintegração junto aos pais ou parentes de primeiro grau. Se não tiver sucesso, a criança segue para adoção, de acordo com a determinação do juiz. A família acolhedora não pode estar inscrita no cadastro de adoção e tem que estar ciente de que vai ficar com a criança temporariamente”. Para preparar as famílias e as crianças, a SAS realiza acompanhamento contínuo, com atendimento de psicólogos e assistentes sociais.

Ampliação do programa

Atualmente, o programa conta com a parceria de 20 famílias e, devido à sua relevância, a expectativa é ampliar o atendimento durante o próximo ano. “É a forma de acolhimento mais benéfica às crianças, pois as famílias acolhedoras oferecem tudo aquilo que o lar de origem não lhes proporcionou. Nossa expectativa para 2018 é quadruplicar o número de famílias participantes e o nosso olhar é de que, no futuro, possamos acabar com o acolhimento institucional nos lares e abrigos”, afirma o secretário da SAS, Vagner Ferreira de Oliveira. As famílias interessadas em participar do programa podem entrar em contato com a SAS pelo e-mail familiasacolhedoras@ joinville.sc.gov.br ou pelo telefone (47) 3434-5718.

Experiência

O casal Ana Magali e Luiz Roberto Monich participa do programa desde a sua criação e foi a primeira família a acolher crianças. Ao longo dos dez anos, já receberam dezenove crianças, com idade de zero a dez anos, que permaneceram em sua casa por até um ano. Para eles, conquistar as crianças que chegam assustadas, dando a elas amor, carinho e o conforto de um lar, é o mais importante. Quanto à despedida, a tristeza é superada pelo desejo de felicidade. E para as famílias que têm vontade de ajudar outras crianças, o aposentado recomenda: “Temos dois filhos e dois netos e todos se orgulham muito de sermos uma família acolhedora. Tudo o que pudermos fazer pelas crianças, é pelo nosso futuro, para que as próximas gerações sejam melhores. A violência se alimenta das crianças. E estamos fazendo a nossa parte para mudar isso”. *Com informações da Prefeitura de Joinville