Uma professora da rede municipal de ensino de Joinville está internada em estado grave no Hospital Municipal São José, com suspeita de meningite. Ela manifestou os sintomas da doença na semana passada e desde a última sexta-feira (16) permanece internada. Exames de sangue foram coletados e enviados ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) que deve comprovar ou descartar se de fato a professora está com meningite.
Os pais dos alunos da instituição na qual a professora leciona estão preocupados com o estado de saúde dela, mas também com a possibilidade de a doença ter sido contraída em ambiente escolar. “Estamos muito aflitos com tudo isso. Não sabemos se a professora está bem ou não. E mais do que isso, se o vírus ou a bactéria que transmite a meningite está na escola”, comenta a mãe de uma aluna.
Por respeito à privacidade da professora o Jornal de Joinville não irá citar nomes de entrevistados nem a escola na qual a professora lecionava. A Prefeitura de Joinville informou que tanto na escola em que a professora trabalha, quanto nas demais do município, sempre há ações de conscientização referentes à higiene e a comportamentos preventivos de saúde.
Uma doença perigosa que pode até ocasionar a morte
De acordo com dados da Secretaria do Estado da Saúde, Santa Catarina registrou 971 casos de meningite, no ano passado, destes 208 foram em Joinville. A enfermeira do setor de Imunização da Vigilância Epidemiológica, da Prefeitura de Joinville, Sandrine Teuber, explica que a meningite pode ser transmitida por vírus ou por bactéria, que é muito mais grave. “Ela afeta as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, se não for tratada adequadamente pode trazer uma série de sequelas e até ocasionar a morte”, explica.
Os principais sinais e sintomas são febre alta, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez na nuca e manchas vermelhas na pele. Em crianças menores de um ano de idade, os sintomas podem não ser tão evidentes. Os pais devem se atentar para a irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões.
A recomendação da profissional de saúde é ficar atento ao calendário de vacinação e seguir algumas dicas de prevenção. “A vacinação contra meningite está garantida no calendário do Ministério da Saúde. São duas vacinas disponíveis, a Haemophilus influenzae do tipo B, que é aplicada junto com a vacina pentavalente, em bebês de dois, quatro e seis meses e a vacina contra a meningite C que é dada aos bebês de 3 e 5 meses, um reforço com um ano. Desde 2017, a vacina também é aplicada aos adolescentes de 11 a 14 anos”, explica Sandrine.
Para fazer a imunização pelo Sistema Único de Saúde basta comparecer em uma unidade básica de saúde, com documentos pessoais e a carteirinha de imunização. Ainda há outras duas opções de vacinas que são distribuídas na rede particular que previnem contra a meningite do tipo ACWY e B.
Sandrine finaliza transmitindo algumas dicas de comportamento que podem ajudar e muito na prevenção. “São cuidados básicos que devemos ter em nossa rotina diária, como lavar bem as mãos, várias vezes ao dia, não ficar em ambientes fechados e sempre procurar deixar os ambientes mais arejados, principalmente no transporte coletivo, salas de aula e locais de trabalho”, conclui.