O pesquisador e professor dos cursos de Engenharia da Anhanguera em Joinville, Rudnei Machado, foi escolhido para participar de um projeto de alta tecnologia. Entre os meses de julho e agosto, em Portugal, ele trabalhará junto com dois orientadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em francês) no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas de Lisboa.

A pesquisa está relacionada ao revolucionário experimento ATLAS, que desde 2006 busca detectar partículas que explicam melhor as leis e a origem do Universo. Até o dia 1º de agosto, Machado irá estudar como cada de tipo de cristal responde ao ser atingido por um feixe luminoso, tirando uma espécie de “fotografia”.

O objetivo final é aplicar esse conhecimento em experimentos conduzidos no Futuro Colisor Circular, o acelerador de partículas mais poderoso do mundo que está em construção em Genebra, na Suíça.

O novo acelerador contará com uma circunferência de 100 quilômetros de extensão e uma profundidade de 100 metros (o acelerador atual possui 27 km de extensão).

De acordo com Machado, o impacto final das pesquisas para a sociedade é igualmente ambicioso. Apenas em relação à sua área de estudo, será possível desenvolver novos aparelhos que detectarão tumores com tamanhos muito pequenos, permitindo um diagnóstico mais preciso e num curto espaço de tempo. Essa tecnologia também poderá ser usada em outras aplicações dentro das engenharias.

“O papel do acelerador é testar o modelo padrão da física, que estabelece como o Universo surgiu, suas forças fundamentais, partículas, entre outras questões”, explica o professor.

Ele acrescenta:

“Para fazermos tudo isso, precisamos criar novas tecnologias. Aí que entra as pesquisas estimuladas pelo CERN, cujas aplicações já acontecem na saúde e engenharia. Elas são frutos das tecnologias criadas para os aceleradores”, segundo Machado.

Para ele a oportunidade contribui, também, para apresentar aos alunos de Engenharia um leque muito maior de possibilidades.

“Acredito que fazer pesquisa torna o professor mais aberto dentro da sua área. Minha primeira ida ao CERN, em 2017, fez com que as minhas aulas não fossem mais as mesmas. Hoje eu consigo estabelecer aos alunos as conexões entre a engenharia e bioengenharia e outras áreas do conhecimento”, conta o professor da Anhanguera.

*Com informações de assessoria de imprensa

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