A Secretaria de Infraestrutura Urbana de Joinville retoma, a partir de segunda-feira (25), a requalificação viária na rua XV de Novembro. As equipes executam o trabalho no trecho do trevo da rua Presidente Campos Sales, em direção à BR-101.

“Neste ponto, temos alguns trevos onde não é possível executar a requalificação em três faixas, conforme fizemos em outros pontos da via. Por isso, vamos contar com o apoio do Departamento de Trânsito para que os agentes orientem os motoristas sobre os desvios”, explicou o engenheiro civil da Seinfra, Miguel Mello.

Mesmo com o apoio dos agentes de trânsito, a orientação é que os motoristas, sempre que possível, utilizem rotas alternativas ou evitem passar pelo local em horários com maior movimento, a fim de evitar filas que podem ocorrer durante a realização da obra.

Entenda como é realizado o trabalho

A técnica de proteção do revestimento asfáltico é amplamente utilizada em rodovias pelo Brasil, pois serve como um rejuvenescedor do pavimento. A função dele é garantir uma sobrevida maior ao asfalto, de cinco a dez anos. Entretanto há algumas particularidades.

“Antes de iniciarmos o trabalho, precisamos fazer uma análise para saber se o pavimento está em condições de receber o revestimento. Se estiver úmido, por exemplo, não é possível aplicar o material. É por isso também que precisamos fazer esta melhoria viária durante o dia, para que com o tempo seco, o material seque no tempo correto, em torno de três a quatro horas, e a pista seja liberada para a passagem de veículos”, reforçou Mello.

Depois que o material é aplicado na via, cones são utilizados para sinalizar o local. Nesses pontos, a recomendação é que os motoristas evitem trafegar enquanto acontece a secagem do revestimento.

Além da sobrevida, o revestimento confere uma textura ao pavimento que permite maior frenagem aos veículos em dias de chuva.

Quem já passou por ruas que receberam a requalificação deve ter se perguntado o que são algumas pedrinhas que ficam na pista logo após a aplicação do material.

O engenheiro Miguel explica que “na composição vem um pedrisco que faz incorporar esse revestimento. À medida que os veículos passam, acontece uma expulsão natural desse pedrisco. Não podemos limpar imediatamente, é necessário aguardar cerca de quatro dias. Depois desse período, é feita a limpeza da pista”.

Segundo a Prefeitura, a obra pode ser adiada caso as condições climáticas não sejam favoráveis para a realização.

Fonte: Prefeitura de Joinville