A segunda etapa da Via Verde, que corta o bairro Ilha da Figueira e prevê a continuação da via em mais um quilômetro, depende da desapropriação de 24 terrenos. Conforme o diretor do Instituto Jourdan, Luis Fernando Marcolla, a Prefeitura busca a doação desses imóveis. A justificativa é que o município não dispõe de recursos em caixa para concluir a obra, que visa desafogar o trânsito no bairro e no acesso ao município. “Já tivemos duas doações na primeira etapa. Não temos estimativa de quanto sairia para o município se tivesse de fazer as indenizações dos 24 terrenos”, declara Marcolla. “Não temos recursos para esse ano e ainda não saiu a programação para o ano que vem”, complementa. A dimensão dos terrenos varia de 70 metros até 700 metros. O projeto margeia o rio Itapocu e contempla mais de dois mil metros de extensão. O empreendimento tem 750 metros de pavimentação concluída, da ponte do bairro Centenário, na rua Benildo Zamin, até a estação de tratamento do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), na rua Hedwig Bruns. Segundo Marcolla, não existe impedimento físico e a população já está utilizando a rua, mas o trânsito não foi liberado oficialmente pela falta de sinalização – que não tem data para ser instalada. Paralelamente, destaca o diretor do Instituto Jourdan, desde o início do ano é aguardada a liberação de R$ 4 milhões para asfaltar os próximos 1.250 metros. A proposta foi encaminhada no início de 2017 junto ao Ministério das Cidades. Apesar dessa indefinição, a meta da atual gestão, afirma ele, é concluir as obras até o final de 2018.