Termina em agosto o contrato com a concessionária de transporte coletivo de Jaraguá do Sul e a Prefeitura corre contra o tempo para preparar o novo edital. Uma audiência pública para discutir o assunto deve acontecer no final de junho, período em que encerra o prazo para a empresa Urbitec entregar o Plano Municipal de Transporte Coletivo. Ontem, técnicos o Instituto Jourdan e da Diretoria de Trânsito receberam os primeiros dados desse levantamento e durante esta semana deve ser definida a metodologia de análise. O atual sistema conta com 23 linhas divididas em mais de 500 itinerários, pequenas variações no trajeto do ônibus criadas para atender demandas específicas ao longo dos anos. “Foi mapeado todo esse sistema através de uma simulação, vamos ver linha por linha para avaliar a vantagem de manter os trechos”, declarou o gerente de Mobilidade Urbana, Aurélio Luiz Junckes. As informações, segundo ele, são fundamentais para embasar o edital. As exigências para reger o próximo contrato de transporte público ainda não estão formatadas, mas reclamações feitas pelos usuários, afirma o secretário de Urbanismo Ronis Bosse, sinalizam a necessidade de exigir mais qualidade na frota de ônibus, aumento na frequência das linhas e a divulgação de informações precisas sobre itinerários. Pesquisa realizada pela Prefeitura em 2012 apontou que 27,1% dos usuários gostariam de ter mais opções de horários, 19,4% pediram diminuição da tarifa e 11% o aumento de linhas. Entre os usuários, 44,97% utilizavam o transporte mais de quatro vezes por semana. Com o estudo, o secretário espera conseguir definir quais linhas devem ser mantidas, quais precisam ser retiradas e como aumentar a efetividade do transporte para incluir investimentos na construção de mini terminais nos bairros, requisitos para os veículos, como ar-condicionado. “Precisamos equilibrar o serviço, vamos exigir melhoria na prestação, com o preço da tarifa”, comenta Bosse. Concessão de 20 anos chega ao fim Para o secretário de Urbanismo, Ronis Bosse, o contrato atual com a concessionária de transporte, a Viação Canarinho, dificulta a colocação de novas metas para melhorar o serviço municipal. “Eles alegam dificuldade de absorver novas demandas para dentro do documento atual, na forma com que as regras estão colocadas”, disse.
 O edital que rege o sistema foi lançado em dezembro de 1996, com prazo de dez anos. Houve prorrogação pelo mesmo período em 2006, com um documento de renovação que estipulou algumas exigências, como a implantação de 180 abrigos de ônibus, dos bilhetes eletrônicos, pontos que teriam sido atendidos. Já a construção de um novo terminal central e outras 11 plataformas de transferências de passageiros ficaram no papel.
O gerente operacional da Viação Canarinho afirma que a falta de demanda é o principal desafio para a empresa, que registrou queda de 20% neste ano. A média de passageiros ao mês costuma ser de 750 mil, sendo que são oferecidos 3,5 milhões de lugares ao longo do período. A taxa de ocupação fica na média de 21,4%. Neste ano, esta média caiu para 17% com os 600 mil usuários por mês.
“O município decidiu optar por um novo contrato, nosso interesse será demonstrado depois de lançado. Precisamos ver o que será descrito para saber se as exigências serão viáveis ou não, caso seja, somos os maiores interessados”, declarou.
Novo contrato busca:
• Mais qualidade nos veículos disponibilizados;
• Informações precisas sobre os itinerários;
• Aumento da frequência das linhas de ônibus;
• Criação de mini terminais para integração.
Sistema de transporte atual:
• 750 mil passageiros são transportados por mês;
• 23 linhas de ônibus estão disponíveis aos usuários;
• 500 itinerários diferentes se estendem pelos bairros;
• 30 minutos é a média de espera entre os ônibus.