A população entre 20 e 39 anos segue liderando em números de casos de Covid-19 em Jaraguá do Sul.

O grupo soma 9.453 pessoas infectadas, o que representa quase 48% dos casos registrados desde o início da pandemia.

Entre pessoas com 30 a 39 anos, o total de casos contabilizados durante toda a pandemia chega a 5.154, seguida pela parcela entre 20 e 29, com 4.299.

O perfil de proliferação se manteve, com leves variações. Em junho do ano passado, por exemplo, pessoas com idade entre 30 e 39 anos representam 31% dos casos, agora esse índice caiu para 26%.

Já a faixa etária de 20 a 29 anos passou de 19% dos casos para 22%, e de pessoas entre 40 e 49 anos, o aumento foi de 16% para 20%.

Pessoas em tratamento

Analisando somente o perfil das cerca de 1.063 pessoas que estão em tratamento por Covid-19 atualmente, os dados mudam um pouco.

São 246 pessoas entre 30 e 39 anos em isolamento, seguidas por 231 pessoas entre 40 e 49 anos. Cerca de 51% são mulheres e 49% do público masculino.

Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde, até o último dia 10.

Pior momento da pandemia

Apesar do perfil de proliferação permanecer o mesmo dos últimos 12 meses e a taxa de contágio estar próxima a outros momentos de pico, o secretário de Saúde Alceu Moretti enfatiza que esse é o momento mais crítico enfrentado. Não só em Jaraguá do Sul, mas em todo Estado e Brasil.

O motivo é a gravidade dos casos. Um número maior de pessoas que contrai o coronavírus está precisando de atendimento hospitalar, o que leva ao esgotamento dos leitos de UTI e internação.

“Lá em novembro tínhamos o mesmo número de pessoas contaminadas se comparado com o momento que estamos vivendo agora. Mas a gravidade é o que está nos preocupando muito”, diz.

“Antes eram pessoas acima de 60 anos e agora pessoas mais jovens precisando de leitos. É um momento diferente em relação ao comportamento da doença.”

Ainda não existe uma confirmação, mas para Moretti os indícios apontam que as novas variantes do coronavírus estejam circulando por Jaraguá do Sul. Amostras de sangue já foram enviadas para o laboratório do Estado.

Moretti aponta que o afrouxamento nos cuidados também contribui para o momento complicado no sistema de saúde. O aumento de casos pós Natal e Ano Novo não se confirmou, o que poderia ter levado a uma falsa sensação de segurança - resultando nesse aumento da proliferação visto agora.