O convênio firmado entre Tribunal de Justiça, Ministério Público e Polícia Militar deu a Santa Catarina a vanguarda quando o assunto é reconhecimento de drogas durante as abordagens.

O estado se torna, assim, o primeiro no país a utilizar ferramenta reagente a entorpecentes, aplicada diretamente pelos policiais militares no momento da abordagem.

Nesta terça-feira (12), dois policiais que trabalham na sessão técnica do 14º Batalhão de Polícia Militar estiveram em Florianópolis participando de capacitação para uso desta tecnologia.

Com a nova estratégia de segurança pública, serão utilizados kits com reagentes de ação rápida semelhantes aos utilizados no combate ao narcotráfico nos aeroportos mundiais.

Assinado ainda em janeiro, o convênio deve desafogar o trabalho de perícia do IGP (Instituto Geral de Perícias), que fica liberado para atuar em casos de maior complexidade.

Em 2018, foram mais de 18 mil exames toxicológicos realizados pelo IGP no estado. De acordo com o Comando Geral da Polícia Militar, o material será “pingado” nas substâncias apreendidas, possibilitando ao policial identificar tratar-se de drogas ou não.

O objetivo é evitar que a polícia tenha que enviar pequenas quantidades de substâncias apreendidas ao IGP. Com o reagente, é possível identificar a substância já no momento da abordagem.

O comando ressalta ainda que o primeiro passo é a capacitação dos profissionais e, enquanto isso acontece, os testes estão sendo orçados pelos Estado.

Trabalho agilizado

O chefe da sessão de comunicação do 14º BPM, major Aires Volnei Pilonetto, explica que apesar de ainda aguardar as diretrizes do comando estadual, já é possível afirmar que a tendência é que os kits deem mais agilidade aos trabalhos dos policiais.

“Embora precisemos aguardar a vinda de mais informações por parte da Polícia Militar da capital, acreditamos que vamos ter um ganho de ferramenta que dará mais agilidade e segurança para o trabalho dos policiais militares nas ruas aqui da nossa área”, ressalta.

 

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