Autorizado no final de 2015 com suporte financeiro da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu, estudo técnico feito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), foi aprovado nesta quarta-feira (13). O resultado final do trabalho, um amplo panorama sobre a situação dos rios em toda a região, foi avaliado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu. O projeto visa apontar a capacidade hídrica, a recuperação de áreas degradadas, o desassoreamento, entre uma série de ações para dar sustentabilidade a bacia, além de ajudar a evitar cheias e alagamentos. Construído como uma espécie de Plano Diretor, o documento fez um diagnóstico dos recursos hídricos e sugeriu políticas para estruturar o uso ou reduzir os impactos das cidades, com estratégias de proteção. Foram traçados cenários otimistas, pessimistas e mantendo a situação atual até 2034 – em períodos de quatro em quatro anos. De acordo com o presidente do Comitê, Sérgio Santini, foram dois anos de trabalho puxado que culminam em um mapa completo da bacia, que compreende 13 municípios. Até então, todos os estudos eram segmentados. “Agora a função do comitê é exatamente isso, provocar as coisas. O comitê é a voz da população e vai cobrar as ações. Todos os municípios terão que pensar nisso, como a questão de saneamento. A população terá que arcar com isso”, destacou. Santini pontuou que apenas Jaraguá do Sul possui saneamento básico, que é apenas um dos pontos para manter os recursos hídricos disponíveis. Condições para uso da água, tanto o abastecimento residencial como para agricultura e empresas também integra o estudo. O presidente comemora o avanço, destacando que o comitê existe desde 2000, mas somente agora, 17 anos depois, foi possível construir um estudo como este. O projeto custou R$1,7 milhão. Segundo Santini, o recurso pode ser captado com o apoio do secretário de Estado, Carlos Chiodini. A Unisul ainda deve fazer correções no trabalho, que até março deve ser finalizado para publicação. LEIA TAMBÉM:  - Preservação é única forma de tirar rios jaraguaenses de situação de risco de estresse hídrico *Reportagem de Natália Trentini