A campanha visando à construção de uma edícula para dar mais conforto e dignidade ao tratamento domiciliar do soldado da Polícia Militar, Jeferson Luiz Esmeraldino, de 33 anos, foi encerrada com sucesso.

O policial, reformado por incapacidade física, foi alvejado por um tiro de fuzil no abdômen ao ser surpreendido por criminosos que sitiaram a cidade pra roubar a tesouraria regional do Banco do Brasil, na noite de 30 de novembro.

Ele ficou pouco mais de dois meses internado e agora se recupera em um espaço improvisado, na casa da mãe, em Tubarão, com a ajuda de familiares e de uma equipe de multiprofissionais da empresa SOS Home Care.

Ele não fala, não se mexe, apenas pisca os olhos. Esmeraldino está acomodado na sala, um cômodo mais aberto, onde fica exposto a pegar friagem, além de não ter privacidade, onde a janela fica bem de frente para a rua principal, até para equipe de enfermagem cedida pelo Estado, que cuida dele 24 horas por dia.

Intitulado “Pelotão da Solidariedade”, o grupo que se mobilizou na campanha informou, nessa sexta-feira, que os valores já superaram o estimado e a quantidade de materiais de construção obtidos através de doações. Com isso, a campanha já foi encerrada, com sucesso.

“Os valores financeiros excedentes para a construção da edícula serão revertidos em melhorias para oferecer um maior conforto, segurança e facilidades ao soldado Esmeraldino, a sua família e aos profissionais que o assistem. Agradecemos o apoio, a contribuição e oração de todos até o momento”, colocaram os responsáveis.

Na quarta-feira, uma entrevista coletiva à imprensa será realizada na sede do 9º Batalhão de Polícia Militar para demais detalhes.

“Ele é um glorioso, meu milagre de Deus. Eu sei que se tivesse que fazer tudo de novo, ele faria, pois está no sangue dele. Sabemos que cumpriu o juramento que fez, na formatura, onde disse que daria sua própria vida para salvar a sociedade, e realmente assim o fez. E Deus está cuidando dele, dando forças para seguir a batalha pela vida, onde ficou uma lesão no cérebro, pois quando houve essa fatalidade de ser atingido pelo tiro de fuzil, faltou oxigênio no cérebro e teve uma parada, onde vive acamado. A gente está pedindo a Deus, orando pela sua recuperação, pois os médicos não nos deram garantia, nem tempo, nem prazo de recuperação total, mas cremos no milagre de Deus e desde já agradecemos a cada um que puder nos ajudar a construir uma pecinha para ele”, pediu à época, a mãe, Sandra Aparecida Nunes.

 

Foto: Reprodução AD Tubarão