A abertura do Parque Natural Municipal Morro dos Stinghen para visitação é um convite para conhecer de perto a natureza que rodeia Jaraguá do Sul. A unidade de conservação passou a receber grupos para trilhas em setembro e para este ano foi criada uma agenda mensal para a comunidade. O local tem um total de 41 hectares e está localizado na área rural da cidade, com acesso entre os bairros Barra do Rio Molha e Barra do Rio Cerro, na rua Francisco Stinghen.
Visitação é um convite para conhecer de perto a natureza que rodeia Jaraguá do Sul | Foto Eduardo Montecino/OCP
A intenção é mostrar a importância do parque para a conservação do meio ambiente. No lugar, é possível encontrar diversas espécies de plantas e animais. Até agora, foram contabilizadas 113 aves, incluindo o pixoxó que está ameaçado de extinção, e 12 espécies de mamíferos, entre eles dois gatos-do-mato que também estão na lista de proteção.
A trilha de 1,1 mil metros é de fácil acesso e é adequada para pessoas que gostam de uma caminhada leve. De acordo com o chefe de educação ambiental da Fujama, Christian Raboch Lempek, a intenção é futuramente abrir novas trilhas, uma para crianças, outra com acessibilidade e uma terceira para levar os visitantes para observação do relevo de Jaraguá, em um mirante natural.
Trilha de 1,1 mil metros é de fácil acesso e é adequada para pessoas que gostam de uma caminhada leve | Foto Eduardo Montecino/OCP
Lempek explica que o local é uma unidade de conservação e por isso não pode ficar aberto ao público, exigindo as visitações guiadas. Além da agenda mensal para a comunidade, ele explica que a Fujama está aberta para agendar visitas com grupos e pretende levar semanalmente estudantes da rede municipal para realizar atividades de educação ambiental.
A trilha guiada teve início em setembro de 2017, e conta com o apoio da equipe da Fujama. O grupo segue um instrutor que conta com todos os aparatos necessários para proteger as pessoas e os animais. “Mas é difícil acontecer alguma situação de perigo, pois os animais geralmente sentem medo e se escondem na mata”, explica Lempek.
O chefe de educação ambiental destaca que o parque receberá investimento de R$ 100 mil, resultado da aplicação de uma multa ambiental. Serão instaladas placas indicativas, instruções para a trilha e informações sobre fauna e flora local.
O parque é a primeira Unidade de Conservação Pública do município e do Vale do Itapocu, criando um importante cinturão verde, que cerca Jaraguá do Sul e segue do Morro da Boa Vista até a região da Pedra Branca.

Itens indispensáveis para aproveitar a caminhada  

Para ajudar quem não conhece o parque e ficou interessado em se aventurar por lá, segue uma lista com oito dicas para facilitar o passeio. Lembrando que as trilhas organizadas pela Fujama são gratuitas. A inscrição deve ser feita com antecedência. Para fazer a inscrição, clique aqui.
1. Calçados resistentes: neste caso, um par de tênis confortável, com um solado anti-derrapante, dá conta do trabalho em trilhas mais fáceis, mas quando o grau de dificuldade é maior, recomenda-se o uso de botas (específicas para trilhas). Elas darão mais estabilidade, aderência e segurança para caminhar.
2. Roupas leves: o ideal para uma caminhada é usar roupas leves e que deixem o corpo transpirar sem dificuldades. Escolha calças ou bermudas de tactel, calças de ginástica, blusas de dry-fit ou tecidos sintéticos. Uma dica é apostar em camisas com proteção solar.
3. Boné e protetor solar: para se proteger do sol agressivo, estes são itens essenciais. Mas atenção! Mesmo que o tempo esteja nublado ou que o sol pareça fraco, não custa ter esses itens na mochila e evitar queimaduras.
4. Repelente: como o caminho é no meio da mata, com certeza haverá muitos mosquitos. Por isso, o repelente é essencial para que o passeio não se torne agonizante, principalmente se é alérgico a picadas.
5. Garrafa d’água: hidratação é tudo. Leve, no mínimo, 1,5 litros de água para manter seu bem-estar e garantir que o corpo resista às horas de caminhada.
6. Bastão de caminhada: muita gente também chama de trekking pole. Claro que esta é uma opção para trilhas mais longas, com o solo acidentado, mas nada impede que o equipamento seja testado. Esses bastões ajudam no equilíbrio e redução da carga da sua mochila, por exemplo.
7. Saco de lixo: ser um caminhante consciente é essencial para o bem-estar na natureza e de todos. Aproveite e leve uma sacola caso precise jogar algo fora.
8. Disposição e bom humor: esse item é essencial e, com certeza, deve ser “colocado na mochila”.
Trilha guiada teve início em setembro de 2017, e conta com o apoio da equipe da Fujama | Foto Eduardo Montecino/OCP