Quem saiu para trabalhar na madrugada desta quinta-feira (31), em Blumenau, foi prejudicado por uma paralisação relâmpago dos trabalhadores do transporte coletivo municipal. Das 3h às 6h, a categoria cruzou os braços e os ônibus ficaram parados nas garagens e nos terminais urbanos da cidade. Os usuários do sistema foram pegos de surpresa, tendo em vista que não houve nenhum comunicado prévio sobre o movimento.

Segundo o Sindicato dos Empregados das Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano (Sindetranscol), a paralisação foi motivada pelo atraso da negociação coletiva de trabalho. De acordo com as lideranças da categoria, representantes da Blumob, concessionária responsável pelo serviço, não compareceram a uma reunião marcada para esta quarta-feira (30), e também desmarcaram um encontro previsto para esta quinta (31).

O Sindetranscol afirma que a reunião trataria de assuntos como a mudança da data-base, da nomenclatura de cobrador para agente de bordo e também sobre as condições de trabalho em terminais. Conforme o sindicato, a data-base é 1º de novembro e por este motivo a convenção coletiva de trabalho deveria estar assinada até esta quinta-feira.

BluMob promete tomar medidas judiciais

Em comunicado divulgado à imprensa, a BluMob diz que a mobilização foi realizada "sem qualquer comunicação prévia, desrespeitando milhares de usuários e a legislação". Por considerar a paralisação ilegal, a empresa promete tomar as medidas judiciais.

Segundo a BluMob, "a convenção coletiva da categoria encontra-se plenamente respeitada e ainda em vigor". A concessionária afirma que o sindicato reivindica aumento real de 5%, além da reposição pela inflação, o que resultaria em quase 8% de reajuste salarial, e aumento de 10% no vale-alimentação.

A empresa estima que somente o reajuste salarial proposto impactaria a tarifa, atualmente em R$ 4,20, em aproximados 22 centavos.

 

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