Mais frequente, mais persistente e cada vez mais grave. Segundo a alergista Renata Coco, em 20 anos na área, a demanda de atendimento cresceu exponencialmente, com manifestações mais diversas e quadros menos temporários, principalmente em adolescentes. A alergia que costuma se manifestar nos primeiros anos de vida da criança tende a estabilizar até os 5 anos, mas ultimamente, o quadro tem sido mais persistente.

O período inicial da doença é um desafio para a criança e os pais, com repercussões nutricionais, psíquicas e sociais. As pesquisam alertam para três questões: a demora no diagnóstico, o impacto social e emocional em toda a família e principalmente, a falta de preparo das escolas para lidar com as crianças que tenham alergia alimentar.

Vale lembrar também, que alergia ao leite de vaca e intolerância a lactose são distintas. A intolerância a lactose é uma reação ao açúcar do leite. Apesar de distintas os sintomas são parecidos: desconforto abdominal, diarreia, vermelhidão, vômito, inchaço na boca, entre outros.

O que torna a alergia mais desafiadora no nosso país é que a presença do leite não é apenas na culinária, ele está até mesmo em lenço umedecido e sabonete. Em pesquisas realizadas com 207 escolas pública e privadas de todas as regiões, 73% confirmaram terem alunos com alergia, porem, apenas 41% asseguraram ter profissionais treinados para identificar e socorrer reações alérgicas. Oito em dez escolas não dispõem de opções especiais de alimentos para os alérgicos.

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