Confira o artigo "Conhecimento é a solução nossa de cada dia" escrito pela consultora de carreira Carla Virmond Mello, diretora da Lee Hecht Harrison (LHH) para o Sul do Brasil

Quando faremos nossa próxima mudança de carreira? Talvez mais próximo do que imaginamos ou desejamos. Mesmo sendo assim, o momento de uma ruptura continua impactando muito os profissionais quando desligados das empresas em que trabalham.

Transições não são fáceis, em nenhum momento, mas faz tempo que é sabido que as mudanças fazem parte das carreiras e que o talento tem um ciclo finito. Claro que dá para postergar esse desfecho, mas não sem atenção para perceber o que está por vir. Afinal, talento também envelhece e perde valor.

Muito se tem falado sobre as transformações no mundo do trabalho. Tecnologia empregada cada vez mais, pessoas desempregadas cada vez mais. Uma realidade que demora a ser assimilada, embora racionalmente seja fato consumado.

Inúmeras dificuldades de adaptação, angústia diante do fato de não fazer mais parte de uma organização. Fato natural: depois da família, o lugar em que trabalhamos é um pouso seguro para os indivíduos e tem sido assim desde os Tempos Modernos de Chaplin. Sair de casa, ir para o trabalho: pensem há quanto tempo as pessoas foram moldadas para adquirir esse hábito. Difícil reformatar, ficar em casa trabalhando, não ter um lugar único para essa rotina, dedicar-se à profissão onde for possível se conectar. Nesse contexto, a tecnologia é uma aliada e, onde ela estiver, poderá haver trabalho.

Precisamos aprender a perceber alternativas e entender, definitivamente, que o que nos dará “trabalhabilidade” será nossa capacidade de criar relacionamentos. Pensamento crítico, adaptação, flexibilidade, tudo isso é importantíssimo – porém, sem relacionamentos, sem conversas, não haverá possibilidades de enfrentar mudanças.

Um olhar atento sobre mim, como indivíduo finito, em constante transformação e em permanente construção, e outro olhar mais atento ainda sobre o outro, somado a uma aguda percepção do mercado, o tempo todo, todo o tempo. Aprender a cada instante e entender também que ensinar pode ser uma alternativa de permanecer conectado, jovem e antenado.

Conhecimento, sempre uma virtude: a premissa de Sócrates pode ser uma saída. Ensinar gerações que virão pode atenuar a angústia  da transição e deixar a ruptura mais branda, diante de um bom legado.

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