Nesta segunda-feira, dia 5, iniciam as obras de revitalização completa da estrutura física do Museu Fritz Muller, localizado na Rua Itajaí, 2195, no bairro Vorstadt, e que incidem diretamente na requalificação da atual configuração da exposição do acervo histórico no local.

A proposta foi apresentada junto ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (CMMA) em reunião ordinária no salão nobre, nesta terça-feira, dia 30, pelo Instituto Cultural Soto, que também ficará responsável pela gestão museológica do local graças a um termo de parceria com a Prefeitura por meio da Secretaria de Parcerias e Concessões (Separc) e Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

A requalificação do museu bem como a parceria para sua gestão atende uma iniciativa da Prefeitura de Blumenau, por meio da Separc, com chamamento público no final de março deste ano para atrair organizações sociais com interesse em tornar o museu em um centro de referência para a memória da história natural, bem como à memória do naturalista alemão radicado em Blumenau.

Com a gestão museológica do espaço pretende-se fazer um reposicionamento do museu, aponta o prefeito Mário Hildebrandt. “O museu tem potencial de ser um dos principais espaços destinados às ciências naturais do Brasil e do mundo, dada a importância de Fritz Müller para os estudos nesta área. Temos muito orgulho e queremos cada vez mais preservar o legado deixado por ele aqui em Blumenau”, finaliza.

O prazo para gestão museológica do Museu de Ecologia Fritz Müller, por meio de Termo de Parceria, é de até 60 meses, contatos a partir da assinatura do contrato, prorrogáveis pelo mesmo período em comum acordo entre as partes, cujas condições estarão dispostas posteriormente.

Proposta

De acordo com a apresentação do instituto junto ao CMMA, a proposta é de requalificar o local com objetivo de permitir uma exposição moderna e que valorize o patrimônio natural e histórico de Fritz Muller bem como do próprio município de Blumenau. Além disso, o instituto vai promover atividades educativas junto ao museu para ampliar os conhecimentos sejam eles históricos, ambientais ou ecológicos.

Para a Prefeitura, a parceria para a gestão museológica do museu vai promover diretamente a melhoria no atendimento ao visitante, já que a proposta de transformação do local em um centro de referência também engloba mudanças tanto na área interna quanto externa do local, incluindo a realização de exposições nos jardins.

Segundo o responsável pela Semmas, Jefferson Edemar Voigtlaender, a estimativa inicial é de que os serviços de requalificação do museu ocorram em um período de dois meses, sendo portanto necessário que o local fique fechado para receber as benfeitorias.

Museu

O Museu de Ecologia Fritz Müller foi residência do naturalista Johann Friedrich Theodor Müller e família, que migrou para o Brasil em 1852, vindo residir em Blumenau às margens do Ribeirão Garcia. Após cinco anos de permanência na colônia foi para o Desterro (atual Florianópolis) ser professor e estudar a fauna e a flora da região litorânea. Em 1867, retornou a Blumenau, vindo residir na casa onde é atualmente o Museu e onde permaneceu até o falecimento em 1897.

O local, que foi fundado em 1936 para manter viva a memória e o trabalho de Fritz Müller, possui um dos acervos mais ricos de Blumenau. Com cerca de 4 mil itens, como insetos e animais taxidermizados, o museu preserva também alguns pertences do naturalista e da família de Fritz Müller.

O Museu de Ecologia Fritz Müller tem área de 5.153 m² em dois lotes distintos, sendo 151 m² de área construída pela atual área de exposições, onde foi a residência de Fritz Müller, e outros 207 m² da construção de alvenaria hexagonal, conhecido como Centro de Educação Ambiental Rodolf Gerlach, com auditório com capacidade para 40 pessoas.

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