Atualmente, as obras do Parque estão na fase de drenagem do rio | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Atualmente, as obras do Parque estão na fase de drenagem do rio | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Com as negociações das desapropriações avançando, a Prefeitura de Jaraguá do Sul está otimista com o andamento das obras da Via Verde. A expectativa é de que o binário e o parque fiquem prontos ainda em 2019.

A Prefeitura já finalizou o levantamento das áreas que vão precisar ser desapropriadas para construção da via. De acordo com o diretor do Instituto Jourdan, Luís Fernando Marcolla, 26 terrenos vão passar pelo procedimento, que deve girar em torno de R$ 4,5 milhões, oriundos de recursos próprios da Prefeitura.

As desapropriações foram divididas em duas partes. A primeira será com propriedades que não têm prédios ou residências construídas, mas que abrange 16 terrenos, devendo custar aproximadamente R$ 1,7 milhão aos cofres do município.

A segunda tem as negociações mais demoradas por ter 10 terrenos onde já existem edificações, sendo avaliada em R$ 2,8 milhões.

O secretário de Administração, Argos Burgardt, revela que a ideia é terminar essa parte até o fim de março. "Vamos indenizar quem acertou e ir na justiça com quem não houve negociação", revela.

Desapropriações foram grande entrave para que as obras começassem | Foto Eduardo Montecino;OCP News

De acordo com a Prefeitura, as desapropriações para o Parque Via Verde custarão aproximadamente R$ 700 mil, sendo que R$ 200 mil virão de recursos próprios.

Os outros R$ 500 mil são de montantes arrecadados da Área Urbana Consolidada, que é uma taxa cobrada por pessoas que têm residências próximas ao rio. A quantia coletada com essa taxa só pode ser utilizada para desapropriações.

Obras em três partes

A primeira parte da Via Verde foi concluída na metade de 2017, recebendo cerca de R$ 3,7 milhões de investimento. Ela começa nas imediações da ponte do Centenário, na rua Benildo Zanin, e segue até a Estação de Tratamento de Esgoto do Samae, com extensão de 740 metros.

"Esse trecho não precisava de desapropriações, por isso foi mais fácil sair do papel", frisa Marcolla.

O trecho em construção faz parte da segunda parte das obras, que terá o grande parque como atrativo principal, indo desde onde a fase inicial foi encerrada e seguindo até a ponte da rua Rinaldo Bogo, no bairro Ilha da Figueira. "A terceira parte contempla o restante da pavimentação da área", explica Marcolla.

Segundo a Prefeitura, o investimento somente para as duas partes finais da rodovia é de R$ 4,1 milhões. Enquanto o custo do parque é quase a mesma quantia, girando em torno de R$ 4,2 milhões.

O parque foi dividido em duas partes, onde a fase inicial, estimada para terminar em junho, custa R$ 2 milhões.

Dessa quantia, R$ 1,7 milhão vem de uma multa que a Fujama e o Ministério Público aplicaram a uma empresa por infração ambiental. Os R$ 300 mil restantes da primeira parte e os R$ 2,2 milhões da etapa final vêm de recursos próprios.

O custo das três partes da via e duas fases do parque, somando com a quantia estimada para as desapropriações, é de R$ 17,2 milhões.

Andamento das obras

O presidente da Fundação Jaraguense do Meio Ambiente (Fujama), Normando Zitta Júnior, explica que agora estão sendo feitas obras de enrocamento da margem do rio, onde ainda há 60 metros para serem concluídos, além da drenagem do terreno em 550 metros de extensão.

Também está sendo colocado o meio fio para que o local possa receber asfalto do binário e da ciclofaixa. "A nossa previsão é que no meio de abril já tenhamos toda a drenagem concluída e a pista pavimentada", ressalta Zitta.

A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer terá o encargo de cuidar dos equipamentos de atividades físicas e das quadras.

A iluminação é responsabilidade da Secretaria de Urbanismo, enquanto o Samae auxiliará na parte dos banheiros.

Ele destaca que a Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu) também contribuiu, com a elaboração dos projetos executivos.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Geral, Secretaria de Obras e a Fujama também fizeram parte desse projeto.

 

 

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