Por Adrieli Evarini Dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina mostram que no primeiro trimestre deste ano alguns índices criminais cresceram em Jaraguá do Sul. O número de furtos registrados nos três primeiros meses de 2017, por exemplo, teve crescimento de 27,5%, em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto em 2016 foram 308 ocorrências, neste ano o número saltou para 393. Apesar do Atlas da Violência, publicado no começo de junho, ter elevado Jaraguá do Sul ao status de cidade mais pacífica do país – considerando que o município teve a menor taxa de mortes violentas do país, com três ocorrências em 2015 – os registros de homicídios também aumentaram. Entre janeiro e março de 2016 nenhuma morte violenta havia sido registrada em Jaraguá do Sul. Neste ano, no mesmo período, duas pessoas foram assassinadas. O primeiro homicídio do ano passado aconteceu no mês de abril e a cidade encerrou o ano com seis assassinatos. Apesar deste aumento, para o delegado regional Adriano Spolaor, os dados não são preocupantes. Ele considera normal a oscilação em um período curto como o de três meses. “Não é nenhum dado preocupante. Nós estamos trabalhando bastante para diminuir o índice de crimes e, hoje, o menor índice de assaltos do Estado é de Jaraguá do Sul”, enfatiza.
Foto: Piero Ragazzi/Arquivo OCP
Houve redução em ocorrências como furto de automóveis, posse de drogas e estelionato. Foto Piero Ragazzi/Arquivo OCP
Além do índice de furtos, o número de acidentes de trânsito e de lesão corporal dolosa também cresceu em relação aos primeiros três meses de 2016. O aumento foi, respectivamente, de 14,9% e 33%. Crimes em queda Jaraguá do Sul também obteve números positivos no primeiro trimestre. O número de furtos de veículos recuou em relação a 2016. Enquanto no ano passado. 50 automóveis foram levados em janeiro, fevereiro e março, neste ano o recuo foi de 28%, ou seja, 14 veículos a menos. Os números foram positivos também no que diz respeito a ocorrências de posse ou porte de drogas para uso pessoal e estelionato. Foram sete registros a menos de posse de droga e 15,7% de recuo nos casos de estelionato. futo     O delegado regional ressalta que o título de cidade mais segura do país não isenta a cidade de outros crimes. “Furtos e roubos vão acontecer. Não existe cidade isenta de crime, isso é impossível, ainda mais considerando o tamanho de Jaraguá. Não é porque somos a cidade mais pacífica que não haverá roubo”, avalia. furto Mesmo com o aumento, o número de homicídios é considerado baixo para o delegado. Spolaor afirma que os índices são consequência de fatores econômicos, sociais, culturais e geográficos. Outro ponto fundamental na avaliação do delegado regional envolve diversos setores da segurança pública. Para ele, a integração entre órgãos como Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Civil e Polícia Militar é crucial para a obtenção de resultados positivos, pois reflete a qualidade da investigação, tendo como resultado um número elevado de crimes graves solucionados. Spolaor explica que a conexão entre o tráfico de drogas e os demais crimes também reflete nos números da cidade. “No meu entendimento, o forte combate ao tráfico de drogas é essencial para diminuir os demais índices de crimes, pois dificulta a instalação de gangues, de facções criminosas”, diz. O tráfico de drogas, salientado pelo delegado como estopim para o aumento da criminalidade, é, de acordo com os dados da SSP, baixo na cidade. Enquanto no Estado foram instaurados nos três primeiros meses 1.827 procedimentos policiais por tráfico de drogas, em Jaraguá do Sul o número é de apenas 33. A vizinha Joinville registrou pelo menos 87 casos.