Os focos do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, cresceram 48,6% em Santa Catarina (de 7.939 para 11.798). O dado divulgado nesta quinta-feira (26) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) leva em consideração o intervalo entre 31 de dezembro de 2017 e 7 de julho de 2018. A comparação tem como referência o mesmo período anterior.

"O tema acaba saindo da mídia porque as epidemias acontecem no verão, quando há maior população do mosquito e, portanto, maior risco de transmissão. Mas as ações de controle não podem parar e a população deve ajudar a eliminar recipientes e pneus (que possam acumular água) e a vedar caixas d'água e cisternas", alertou a gerente de zoonoses da Dive, Susana Zeccer.

Conforme o relatório, pelo menos 73 municípios foram considerados infestados, o que representa um incremento de 21,7% (13). No mesmo período, a Vigilância Epidemiológica confirmou 40 casos de dengue, dez de chikungunya, e um de zika vírus. Outros casos ainda são considerados suspeitos, sendo 67 de dengue, 43 de chikungunya e  2 de zika vírus (depende de resultado laboratorial).

O número (de casos confirmados) é pequeno, com excessão de Itapema. Mas temos risco elevado (de transmissão) em função da presença do mosquito", destascou Zeccer.

A Dive informou que mantém uma sala estadual para viodeconferência entre os municípios a fim de "discutir o cenário entomológico e as ações que serão realizadas ao longo do ano".

Em fevereiro, quando havia 64 municípios infestados com o mosquito, o Ministério da Saúde determinou realização de atividade para verificar o risco de transmissão. Dos 63 que participaram, 17 apresentaram alto rico para transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus, 33 apresentaram médio risco e 13 baixo risco (confira a tabela abaixo).

Os técnicos inspecionaram mais de  45 mil recipientes que continham água em lixo, sucata e recipientes móveis  como pratinhos de plantas, baldes, entre outros. A inspeção verificou quantidade significativa de recipientes com condições favoráveis à reprodução do Aedes aegypti.

"O número de focos aumentou porque o número de municípios que entraram na pesquisa também aumentou. Mas é um panorama muito preocupante, especialmente no Oeste e Litoral", concluiu a gerente.

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