Chega ao quarto dia a greve dos mineiros das carboníferas da região Sul. Desde a última segunda-feira (7) cerca de 3 mil trabalhadores estão paralisados em busca de melhorias nas condições de trabalho. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial, manutenção do vale leite nos períodos de afastamento, assistência médica, entre outros pedidos.

O cenário, porém, pode mudar nesta quinta-feira. Uma assembleia entre os trabalhadores foi convocada pelo sindicato da categoria para às 13h30. O chamamento ocorre depois de uma reunião entre sindicato trabalhista e donos de carboníferas.

"Depois de tanto tempo conseguimos sentar com os donos das carboníferas e a negociação deslanchou. Avançamos no social, com equiparação salarial, conseguimos avançar no aumento no abono, aumento no vale alimentação", contou o presidente do Sindicato dos Mineiros, Djonatan Elias, o Piriguete.

O encontro ocorre na sede sindicato da categoria em Siderópolis, no bairro Rio Fiorita. Os detalhes da proposta feita aos trabalhadores só serão divulgados no encontro.

Pedidos por melhores condições

Os motivos da paralisação foram pedidos por reajuste salarial, plano de saúde com co-participação das carboníferas, unificação do salário profissional, ganho real de 70% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, manutenção do vale leite quando o trabalhador estiver afastado por doença ou acidente de trabalho, além de melhores condições.

 

"Um dos exemplos é o lanche que os mineiros ganham, isso é descontado em folha, mas chega em condições precárias. Você imagina, o mineiro sai de casa, vai para o seu trabalho, baixa a mina, anda mais de 10 quilômetros e quando para para fazer um lanche, esse lanche estar ruim, a fruta podre, com mosca dentro. Nós queremos o mínimo de respeito", comentou o presidente do sindicato.

 

 

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