Com o decreto de paralisação estipulado para até o próximo dia 30, quinta-feira, o transporte coletivo, seja intermunicipal, interestadual ou coletivo urbano, segue sem prazo para retorno em Santa Catarina.

A informação foi repassada pelo governador Carlos Moisés em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira.

“Não temos prazo para a retomada, pois os números não indicam segurança neste tipo de atividade. A resposta que todos querem, ainda não temos. Nós analisamos diariamente as nossas curvas, os nossos números e vamos dosar a mão no sentido de flexibilizar alguma atividade ou restringi-la ainda mais”, disse.

A “incógnita” em relação ao retorno, conforme caracterizou o governador, também segue para as áreas de eventos, reuniões de grande público e aulas presenciais.

“Houve uma interpretação equivocada. Os decretos não dizem quando irá voltar, mas até quando está suspenso. Eles são renováveis. Os primeiros decretos que nós fizemos tinham sete dias apenas de vigência, depois 15 dias, agora 30 dias e outros até com dois meses. A tendência é de que o Governo faça os próximos decretos suspendendo algumas atividades sem prazo para retomá-las, sem delimitar um prazo final. Mas essa foi uma entrega que fizemos à sociedade catarinense, com muita calma, de forma organizada, analisando as curvas, analisando os contágios. O fato de o decreto dizer que estão suspensas até o final do mês de abril, ou até o final do mês de maio, determinadas atividades, não significa a retomada”, enfatizou.

Em Santa Catarina são 1.476 casos confirmados e 44 óbitos relacionados à Covid-19.