As oportunidades que o hidrogênio verde e a descarbonização oferecem para a indústria brasileira foram destacadas pela Weg e pela RandonCorp, na Conferência do Clima (COP28), que ocorre em Dubai, até o dia 12 de dezembro. “Na COP, a indústria brasileira tem mostrado a sua preocupação com essa agenda e destacado como o país pode contribuir nos esforços para avançar em direção a uma economia de baixo carbono”, afirma o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, que integra delegação nacional do setor, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em painel que discutiu hidrogênio verde, o diretor de sustentabilidade e relações institucionais da catarinense Weg, Daniel Godinho, chamou a atenção para as oportunidades tecnológicas. “E esse foi o nosso recado. É importante aproveitar a oportunidade de descarbonização da economia para agregar valor no Brasil, adensar tecnologia e fazer o que estamos chamando de neoindustrialização, aproveitando esse movimento, mas pensando no Brasil e na indústria brasileira”, declarou, em conversa com Aguiar.

Daniel Randon, presidente da RandonCorp, companhia gaúcha que tem unidades em Santa Catarina, disse que a agenda ESG da empresa tem meta de redução de 40% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030. Também está em curso projeto de reutilização de cem por cento dos efluentes e de zerar qualquer depósito de produtos em aterros até 2025.

“Temos trabalhado fortemente nos investimentos em inovação e tecnologia na busca pela descarbonização. Também começamos a medir a pegada de carbono de alguns produtos e, no primeiro projeto, conseguimos reduzir 47%. Estamos falando da diminuição, por ano, de 46 mil quilogramas de CO2 para a atmosfera. Queremos ser protagonistas das tecnologias que vão mudar o futuro do transporte e da mobilidade”, disse Daniel, que recentemente participou do Fórum Radar, da Fiesc, evento que trouxe para o debate temas como neoindustrialização e descarbonização.

Indústria na COP: Em participação recorde na COP28, com a presença de mais de 100 empresários, esta é a primeira vez que a CNI tem um estande próprio na “Área Azul”, gerenciada pela ONU, onde ocorrem as negociações. No espaço, a Confederação vem exibindo o trabalho que o setor faz há décadas para se tornar cada vez mais sustentável.

A estrutura conta com duas plantas industriais: uma para explicar como se produz o hidrogênio verde, no qual o Brasil é uma potência em ascensão; e outra para demonstrar como a semente de macaúba, palmeira nativa e disseminada pelo território brasileiro, pode se tornar um biocombustível.
Diariamente, especialistas, empresários industriais, representantes de governo e autoridades nacionais e internacionais se reunirão para discutir os avanços já alcançados pelo Brasil na agenda do clima e propor soluções para que o país consiga reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.