O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (Masj) celebra, na sexta-feira (14), 50 anos da inauguração. Neste dia, o horário de funcionamento do Museu será estendido, das 10h às 22h, para permitir que os visitantes tenham possibilidade de conhecer o local no período noturno.

A programação especial será a partir do meio-dia. Food trucks estarão à disposição do público no jardim do Museu e, às 17h, ocorre o lançamento de um site de realidade virtual com o projeto tecnológico - Joinville cidade dos Sambaquis: conectando percursos.

 

 

No mesmo dia, a equipe do Museu vai realizar duas visitas monitoradas às áreas internas do espaço, que normalmente não são abertas ao público, uma às 18h30 e outra às 20h, com duração de 30 a 45 minutos.

Não é necessário inscrição para participar, só estar no local em um dos dois horários propostos. Já às 19h começa a programação musical.

“Montamos uma programação convidativa para agradar quem conhece nosso espaço, mas também para aquela pessoa que passa na rua, tem curiosidade sobre o prédio mas nunca teve a oportunidade de entrar”, detalha a coordenadora do MASJ, Adriana Pereira dos Santos.

Tecnologia e inovação

O projeto “Joinville cidade dos Sambaquis: conectando percursos” foi idealizado pela educadora do Masj, Flávia Antunes. Servidora há 27 anos na Prefeitura de Joinville, a profissional conta que a proposta surgiu durante a pandemia de Covid-19.

“Ficamos sem poder abrir as portas e atuando de forma híbrida. Percebemos então que seria preciso colocar o Museu no universo online para que o conhecimento ficasse disponível e acessível a um maior número possível de pessoas”, relata.

A proposta abrange uma visita guiada virtualmente nas áreas externas, internas e acervos do museu, e também a quatro sambaquis de Joinville: Rio Comprimido (Comasa), Espinheiros 2 (Comasa - Vila Paranaese), Morro do Ouro (Parque da Cidade) e Lagoa do Saguaçu (Parque Caieira).

Foto: Prefeitura de Joinville

Em cada um desses locais o interessado poderá, além de visualizar as locações, obter informações como histórico e histórias acerca do item desejado, e no caso dos sambaquis, fotografias antigas e atuais do local. A navegabilidade da plataforma é igual ao do Google Maps.

O projeto contempla narração em português, inglês e espanhol, e vídeos em Libras. A proposta foi viabilizada financeiramente por meio do prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, do Governo de Santa Catarina, no edital de 2021.

“Muitas vezes os visitantes do Museu questionam onde teriam sítios arqueológicos para serem visitados em Joinville. A partir do nosso projeto fica mais fácil orientar e direcionar essas pessoas aos locais”, esclarece. Ela ressalta que a visita virtual não tem a intenção de substituir a presencial. “A plataforma é mais uma ferramenta, mas a experiência de estar em um museu, vivenciar as histórias e aprender a partir do contato é essencial”, reforça Flávia.

A iniciativa pode ser acessada pelo site sambaquijoinville.sitevr.com.br ou por meio de QR Codes que estarão na entrada do Museu, e em três pontos turísticos do município: Pórtico de Joinville, Mirante e Rua das Palmeiras.

Museu de Sambaqui: 50 anos de história

Apesar da trajetória do museu ter início no ano de 1963, quando a administração pública municipal comprou a coleção do pesquisador Guilherme Tiburtius, e de ter sido criado oficialmente no ano de 1969, a instituição adota como sua data mais importante o dia da inauguração do prédio, quando abriu ao público, na rua Dona Francisca, nº 600.

Desde então o Masj se tornou uma instituição museológica de referência tanto pela função social de guarda de um importante acervo, quanto pelos esforços na realização de pesquisas e ações de comunicação museológica na comunidade acadêmica e população em geral.

Atualmente, o Masj promove a exposição “Acervos do Museu Sambaqui: Coisas a olhar” e, no átrio do prédio, o público pode conferir a mostra “Sambaquis: montes de conchas, montes de história”. O espaço fica aberto de terça a domingo, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.