A regra é simples e serve para a economia interna de qualquer país do mundo, ou até mesmo para o gerenciamento do salário de cada um: não se pode gastar mais do que se ganha. No caso do governo, isso quer dizer que orçamentos anuais projetados e não consolidados, como ocorreu nos últimos anos, aliado a gastos públicos que excederam em muitos milhões a conta prevista, acabam comprometendo de forma impactante e negativa investimentos prioritários que deixam de ser realizados para que o balanço de fim de ano não fique em aberto. Com toda crise política e econômica causada por governos e oposições irresponsáveis, o Brasil precisa se reconstruir. Especialistas observam que apesar de o Brasil ainda se apresentar como um mercado promissor em diversos aspectos, precisa se cercar de todos os cuidados para não dar uma nova derrapada na formulação de políticas econômicas que acabem por prejudicar a sociedade como um todo. É sobre essa e outras questões cruciais que a nova equipe econômica está debruçada. Está em jogo a capacidade de o país voltar a crescer, retomando os investimentos, os níveis de empregos, mais competitividade no mercado externo e inflação baixa. O que se tem, hoje, é um cobertor curto, que não cobre os ombros e os pés ao mesmo tempo. Vamos viver, obrigatoriamente, um processo de reconstrução da economia, hoje desajustada.  Resumindo, a tarefa que se apresenta é a de “arrumar a casa” para espantar a “crise de confiança” pela qual passa a economia brasileira. Mas tudo tem um alto custo político, que também precisa ser bem administrado, tanto quanto a economia. De todo modo, uma mudança, mesmo que pontual, pode contribuir para esse necessário crescimento de médio e longo prazo. Para ter uma base mais sólida, o Brasil precisa ter coragem para fazer as reformas que estão na pauta do Congresso Nacional. Essa não é uma questão de governo, ou partidos, mas sim do que se pretende para o futuro das nações e das próximas gerações.