Uma força-tarefa organizada pelo Ministério Público de Santa Catarina que reúne as prefeituras de Florianópolis e São José por meio das secretarias de assistência social e saúde, 12 entidades sociais e órgãos de segurança pública, pretende atender moradores de rua e usuários de drogas que vivem embaixo do Viaduto de Campinas, na Avenida Josué Di Bernardi, no limite entre as duas cidades. A ação começa às 11h desta quinta-feira. Segundo o promotor Daniel Paladino, que atua na área de direitos humanos e cidadania na 30ª Promotoria da Capital, a ação, que já ocorre desde o ano passado, não será no sentido de expulsar as pessoas que vivem no local, mas de acolher e oferecer orientação. Os serviços assistenciais dos municípios também serão ofertados aos moradores de rua, caso tenham interesse. Além de oferecer acolhimento, as equipes pretendem limpar o local e estudar a possibilidade de fechar alguns espaços que ofereçam riscos à saúde como esgotos a céu aberto. De acordo com Paladino, duas pessoas foram hospitalizadas em estado grave por causa do contato com os poluentes. "As pessoas não são obrigadas a sair, mas serão orientadas a respeitar o espaço público. Se, eventualmente, detectar alguém que esteja em surto, oferecendo risco a terceiros ou a si próprio, pode haver internação compulsória. Do contrário, será respeitado o livre arbítrio de cada pessoa", explicou o promotor. LEIA MAIS: Prefeito sanciona lei enquanto servidores protestam pelas ruas de Florianópolis Prefeitura de Florianópolis compra granada para uso da Guarda Municipal Cobertura de estupro ainda reforça cultura da violência no Brasil, aponta estudo