Faleceu na última madrugada, em Jaraguá do Sul, aos 101 anos, o senhor Antônio Arnoldo Schmitt. Antônio era figura conhecida e bem quista na cidade e por diversas vezes foi entrevistado pelo OCP. Em 2017, quando completou o centenário, em entrevista ao Correio do Povo, ele demonstrava vontade para chegar ainda mais longe.

Figura conhecida no Centro da cidade, ele ia ao mercado sempre, e adorava apreciar o movimento em frente à sua casa e conversar com os conhecidos.  "Enquanto eu puder caminhar, acho que posso chegar aos 120 anos", brincava ao conversar com a reportagem.

O bom humor, era  uma das principais características do idoso. Bastava cinco minutos de conversa para ele relembrar os causos do passado. Elas vão dos tempos em que ia de carroça para Corupá buscar couro - o curtume da família é uma das empresas mais antigas da cidade - ou então dos dias indo a pé para a escola – e se oferecia para pegar o bandoneon ou a harmônica para fazer um som.

Sua última entrevista para o OCP foi na última tarde dos idosos na Schutznfest de 2018.

Diferentemente de muitos idosos, seu Schmitt, como era conhecido, esbanjava boa saúde. Nada de diabetes, colesterol, nem dor de cabeça. Antônio nasceu em Jaraguá do Sul e foi aqui que se casou com Maria Madalena Schmitz, já falecida, com quem teve sete filhos. Ele deixa enlutados uma família formada ainda por genros, noras, 14 netos, 17 bisnetos e um trineto.

O enterro ocorre hoje, ás 17 horas, no cemitério da Vila Lenzi.