Nem as telas nas portas e janelas, nem inseticidas domésticos, nem repelente tem sido capaz de resolver um problema que há muito tempo incomoda os moradores de Garuva, no Norte de Santa Catarina. A população, principalmente a rural, tem sofrido muito com infestações de maruim e borrachudo. Os mosquitos tiram o sono, perturbam e machucam a pele dos moradores que já não sabem mais o que fazer para acabar com o problema.

A dona de casa Terezinha Pereira, 59 anos, é um das que sofrem bastante com os ataques dos mosquitos. Ela vive com a família no bairro Bom Futuro, na Estrada Geral de Itapoá.

“Este é um problema antigo que a Prefeitura não tem tido interesse em resolver. Os mosquitos atacam de manhã, tarde e noite. Tentamos nos proteger como dá, usamos roupa cumprida, passamos repelente, colocamos tela na casa, mas tem sido muito difícil evitar ser picada. É muito mosquito”, comenta.

Segundo a moradora, a Prefeitura de Garuva não desenvolve nenhuma ação para minimizar os efeitos da infestação.

“Já procuramos o poder público pedindo ajuda. Se eles não podem fazer o combate ao borrachudo e ao maruim, que nos ensine o que fazer para combatê-los. O que não dá é para ficar neste descaso, sendo atacada todo dia por estes insetos”, enfatiza.

O que diz a prefeitura

O secretário de saneamento ambiental de Garuva, José Roberto Pakuszewski, reconhece o problema e confessa que atualmente não há nenhum programa na secretaria para o combate ao maruim e ao borrachudo.

“Por enquanto não estamos fazendo nada a respeito. Nossa secretaria e muito complexa e temos focado em outas áreas. Mas sabemos que este combate é importante. Na próxima semana devo participar de um encontro na Amunesc que irá tratar este assunto. Vamos buscar programas de combate a estas pragas para futuramente implementar em Garuva”, finaliza.

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