Nas últimas semanas, os pacientes positivos e suspeitos de Covid-19 receberam mensagens, via WhatsApp, da Secretaria de Saúde de Criciúma questionando sobre seu estado de saúde.

A iniciativa faz parte do novo modelo de monitoramento de casos de coronavírus no município. É essencial que os pacientes continuem respondendo às perguntas durante os dez dias, que é o prazo inicial do isolamento.

Até o momento, já foram 312 pessoas monitoradas por meio do sistema e foram 66 consultas médicas.

De acordo com o gerente de Vigilância em Saúde de Criciúma, Samuel Bucco, é importantíssimo que os pacientes continuem respondendo os questionamentos.

O número para entrar em contato, 3445-8400, é da própria Secretaria de Saúde do município.

"A população não precisa ficar receosa com o contato. Não é pedido nenhum tipo de dado pessoal do paciente, é apenas um questionário diário do estado de saúde daquela pessoa. Caso a pessoa apresente alguma intercorrência durante o processo de atendimento virtual, será imediatamente encaminhado para o TeleCovid", acrescentou o gerente.

Já na central, uma equipe multiprofissional realiza os atendimentos adequados. Caso eles percebam o agravamento da situação, será acionado um médico de plantão, que seguirá condutas necessárias para prestação de assistência à saúde desse paciente.

Nos casos de falta de ar, cansaço aos pequenos esforços, febre aferida igual ou acima de 39,5ºC e sono em excesso, serão direcionados à unidade de referência para atendimento domiciliar e avaliação mais criteriosa do caso.

O órgão municipal está com o sistema piloto implantado em sete Unidades Básicas de Saúde (UBSs): Quarta Linha, Santa Luzia, Pinheirinho, Centro, Renascer, Rio Maina e São Sebastião.

As pessoas que não responderem ou não possuírem acesso ao aplicativo, o monitoramento será por meio de ligações pelo telefone ou, caso não atendam, será feita a busca ativa pelas agentes comunitárias de saúde (ACS).

A Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) é parceira da secretaria na implementação do projeto.

"É importante relembrar que a porta de entrada para acolhimento dos pacientes é sempre feita pela unidade de saúde. Esta ferramenta é apenas um apoio para a população, que dará todo o suporte para o paciente, podendo o médico receitar medicamentos e até mesmo encaminhar o paciente para os canais de emergência. Iniciamos em formato de teste, mas logo o sistema poderá ser ampliado para as demais unidades", frisou o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande.