O Ministério da Saúde publicou uma portaria nesta quinta-feira (14) que converte 6,4 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para Covid-19 em leitos convencionais de UTI para o SUS (Sistema Único de Saúde).

As vagas serão usadas no tratamento de enfermidades diversas.

 

 

Na prática, segundo a pasta, a medida amplia o número de leitos de UTI na assistência médica de alta complexidade no Brasil.

A mudança foi oficializada no Diário Oficial da União.

A iniciativa foi acertada entre o governo federal e o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).

O foco da ação é o aumento da oferta aos demais pacientes que necessitam de outros cuidados intensivos não relacionados à Covid-19.

A mudança também ocorre "após a queda expressiva no número de casos e internações pela doença, causando uma baixa ocupação desses leitos para pacientes com Covid-19, em função do sucesso e ampla adesão da população à campanha de vacinação contra a doença", informou o ministério.

Durante outros momentos da pandemia, cerca de 26 mil leitos chegaram a ser habilitados com recursos financiados do orçamento extraordinário de enfrentamento à Covid-19.

Reajustes

O Ministério da Saúde também reajustou os valores pagos nas contratações de unidades convencionais de leitos hospitalares, que não eram reajustadas há uma década.

O custo da diária de leitos do tipo II passará de R$ 478,72 para R$ 600.

Leitos do tipo III terão reajuste de R$ 508,23 para R$ 700.

Leitos qualificados na Rede de Urgência e Emergência e Rede Cegonha mantêm os valores do incentivo atualmente praticados.

As diárias do leito de UTI para queimados serão reajustadas de R$ 322,00 para R$ 700, equivalente ao leito de UTI Tipo III devido à complexidade e como forma de incentivo à habilitação de novos leitos no país.