O IBGE confirmou nesta quinta-feira (1º) as projeções para o desenvolvimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2017: somando R$ 6,6 trilhões, o PIB do país cresceu 1% em comparação com o ano anterior. Isso dá um fim a um ciclo de recessão que se desenrolava desde 2014 - quando o crescimento se viu reduzido a 0,5% - e que viu país perder um total de US$ 136,5 bilhões em seu PIB. O resultado é positivo até certa medida, comparado à retração registrada em 2015 e 2016, de 3,7% e 3,6%, respectivamente - mas ainda está muito aquém do ideal. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a média de crescimento do PIB mundial em 2017 foi de 2,7%. A de países emergentes - grupo no qual o Brasil se enquadra - foi de 4,1%.

Agropecuária é o setor de maior destaque

Puxado primariamente pela agropecuária - que cresceu 13% no ano, o melhor resultado desde 1996 - o resultado não revela um quadro muito favorável para a situação econômica do país no ano, que se demonstra ainda mais dependente de commodities e matéria prima bruta. Eliminados os valores do setor, o crescimento do PIB cairia para 0,3%. Segundo o IBGE, a indústria se manteve estagnada pela primeira vez desde 2014, quando entrou em processo de queda. Oficialmente, saímos da crise. No entanto, essa saída está longe de ser uma recuperação gloriosa - tampouco podemos dizer que nos recuperamos das perdas. Estamos começando a sair do buraco - mas ainda há muita parede a ser escalada. O Banco Central projeta para 2018 um crescimento de 2,89% - o que ainda não compensa tudo que se perdeu em 2015 e  2016. O prazo de inscrição para o programa Inovativa Brasil, de aceleração de startups, está se encerrando e Jaraguá do Sul ainda não conta com nenhum projeto inscrito no programa.