A recente implantação do protocolo de enfermagem, que prevê e normatiza a atuação de enfermeiros em procedimentos nas unidades básicas de saúde, tem sido alvo de críticas dos médicos jaraguaenses.

Em vigor desde o dia 5 de novembro, o protocolo é um dos temas da reunião que será realizada na próxima quinta-feira (22), no Centro Integrado de Profissionais Liberais de Jaraguá do Sul.

Os profissionais filiados ao Simesc (Sindicado dos Médicos do Estado de Santa Catarina) e integrantes da Associação Médica de Jaraguá do Sul e região discutem ações para tentar reverter a ação da Secretaria de Saúde.

Segundo o advogado do Simesc, Erial Lopes de Haro, a posição da entidade é muito clara e se firma em limitar o atendimento médico ao profissional médico.

“A equipe multiprofissional tem sua importância, mas cada um dentro da sua capacidade técnica e dentro da sua formação. Não é um desmerecimento de outras categorias profissionais”, ressalta.

Para o advogado, a adoção do protocolo tem como objetivo dar vazão ao número elevado de atendimento da rede pública de saúde, “lançando mão de enfermeiros para realizar esse atendimento”

. Embora o sindicato tenha uma posição firme, o advogado ressalta que o assunto está totalmente aberto, por este motivo a discussão será realizada na reunião desta quinta-feira para que a classe médica possa chegar a um denominador comum.

“O sindicato tem um posicionamento firme, mas a decisão do que será feito fica para a reunião”, finaliza.

Defesa do protocolo

Já o secretário de Saúde, Dalton Fischer, salienta que todos os procedimentos que fazem parte do protocolo estão de acordo com as atribuições do exercício dos profissionais de enfermagem.

“Em nenhum momento ele vai invadir a atribuição do profissional médico. O protocolo só vem a qualificar o atendimento das unidades de saúde da atenção básica”, explica. Além disso, o secretário ressalta que apesar dos poucos dias de implantação, os impactos estão sendo avaliados positivamente pela pasta e pela população.

A diretora de saúde Niura Demarchi complementa ainda que todas as ações tomadas pela Secretaria tem como objetivo dar mais atenção e eficiência. Ela destaca ainda que o enfermeiro e o médico dividem o atendimento, sem que o primeiro aja como o segundo.

“São processos já utilizados que hoje estão sendo padronizados, normatizados. Tudo que embasa a secretaria tem em primeira mão uma recomendação do Ministério da Saúde. Atuamos dentro da legalidade, sob todos os aspectos legais e jurídicos”, completa.

Atualmente, são 27 enfermeiros aplicando o protocolo que entrou em vigor no dia 5 de novembro e tem um período de 90 dias de transição para o fluxo de atendimento nas unidades.

 

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