O médico brasileiro Victor Sorrentino foi preso ontem por autoridades da cidade de Luxor, no sul do Egito, após publicar um vídeo em que aparece assediando uma muçulmana. A informação da detenção de Sorrentino foi feita pelo Ministério do Interior egípcio e publicada pela CNN local.

No vídeo publicado no Instagram, o profissional fez comentários em português a uma mulher em um bazar local.

"Vocês gostam mesmo é do bem duro, né? Comprido também fica legal, né?”, disse na gravação.

A funcionária sem entender, ri e acena com a cabeça.

Após compartilhar no Instagram, Vitor acabou excluindo a publicação. Mas as imagens circularam pelo país e as autoridades receberam denúncias da população.

Depois das críticas, o médico tornou privado o perfil na rede social e postou outro vídeo, dessa vez se desculpando.

"Eu sou assim. Sou um cara muito brincalhão", justificou.

Porém, a hashtag #حاسبوا_المتحرش_البرازيلي (responsabilizem o assediador brasileiro, em tradução literal) se popularizou após a iniciativa "Speak Up" (falar abertamente), um movimento feminista no Egito, onde foi compartilhada a história no Twitter.

Em 2014, o Egito criminalizou o assédio sexual com a lei que prevê multas ou pena de seis meses a três anos de prisão. No ano passado, o parlamento egípcio aprovou uma lei para manter a identidade das vítimas de agressão e assédio sexual em sigilo. O objetivo é proteger a reputação e incentivá-las a registrarem os casos.