O avanço da campanha de vacinação traz reflexos positivos no cenário epidemiológico do país, com a redução de casos e óbitos pela Covid-19. Nesta sexta-feira (6), a média móvel de óbitos chegou em 958 registros. É a menor desde o dia 16 de janeiro, quando a média estava em 969 mortes diárias. O dado é do ministério da Saúde, e é a primeira vez desde janeiro que a média móvel do ministério fica abaixo de mil mortes.

A média móvel registrada pelo consórcio de órgãos de imprensa registrou na mesma data um número ainda melhor: 899. No sábado, oitavo dia consecutivo de média abaixo de mil segundo o consórcio, a média ficou em 949.

A média móvel de casos de Covid-19 também demonstra tendência decrescente. Levando-se em consideração os últimos 14 dias, o número médio de novos infectados ficou em 34 mil ao dia, segundo dados desta sexta. Até então, a última vez que o país registrou média inferior a 40 mil casos diários foi em 7 de janeiro, com 38,2 mil.

Nos últimos 4 meses, houve uma queda 46% na média móvel de casos e de 65% na de óbitos pela Covid-19.

A tendência de redução dos dois indicadores ficou ainda mais acentuada a partir de junho, época em que os grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), como idosos acima de 60 anos, profissionais de saúde, população ribeirinha, entre outros, já estavam perto dos 100% de imunização.

Com os 28 grupos do PNO já atendidos, a vacinação avança por faixa etária, com o objetivo de proteger todos os brasileiros com 18 anos ou mais até dezembro deste ano com as duas doses das vacinas.

Nas últimas 24 horas, o país vacinou 2,45 milhões de pessoas, demonstrando que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi capaz de atingir todo o potencial das quase 38 mil salas de vacinação.

"O Brasil conta hoje com o maior programa público de vacinação do mundo, o Programa Nacional de Imunizações. Esse robusto sistema nos permitiu promover, até o momento, a aplicação de mais de 149 milhões de doses de vacina e a distribuição de mais de 184 milhões de doses, com o recorde de 43 milhões de doses distribuídas em julho. Em agosto, nossa perspectiva é ainda melhor: com mais de 60 milhões de doses a serem recebidas", reforçou o ministro Marcelo Queiroga.

Os dados estão disponíveis na plataforma LocalizaSUS. O balanço é feito a partir de dados enviados pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério diariamente.