A desinformação sobre as formas de contágio da Covid-19 vem causando um aumento de maus-tratos e abandono de animais de estimação.

Algumas fake news veicularam que o vírus pode ser transmitido por animais, o que agravou ainda mais a situação.

Na tentativa de desmistificar essa informação, a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) chama atenção para os cuidados necessários com mascotes neste período.

Por conta do distanciamento social, o número de mortes de animais de rua está aumentando pela falta de recursos essenciais para a sobrevivência, como água e alimento.

“Reforçamos que não existem evidências científicas de que animais de companhia, como cães e gatos, sejam fonte de infecção para humanos”, comentou a médica veterinária do Núcleo de Bem-Estar Animal (NBEA), Bibiana Bürger.

Recomendação

"A principal recomendação é que os tutores dos pets continuem cuidando deles, assim como nós estamos nos protegendo, pois abandonar não é a solução para o vírus. Nós devemos buscar tanto o bem-estar dos animais quanto a saúde da população”, destacou a presidente da Famcri, Anequésselen Fortunato.

Qualquer pessoa pode realizar uma denúncia anônima de abandono ou maus-tratos ao registrar um Boletim de Ocorrência (BO) em uma Delegacia da Polícia ou pelos telefones 156 e (48) 3445-8811, ambos da Famcri.

É preciso ter o máximo de provas possíveis para que haja averiguação.

Abandono de animais é crime, previsto no artigo 32 da lei 9.605/98, passível de detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 500 a R$ 3 mil por cada animal.

Caso haja óbito, a pena é aumentada consideravelmente.

Microchipagem obrigatória

Conforme a lei municipal n° 7367 de 2018, é obrigatória a microchipagem em animais castrados.

Só em 2019, o NBEA realizou 3 mil castrações.

“Essa ferramenta auxilia na fiscalização feita pela Famcri, em parceria com a Polícia Civil, sendo possível o controle populacional. O procedimento ainda aumenta a longevidade do animal”, explicou Fortunato.

Confira formas de prevenção e cuidados com os animais:

  • Evitar sair de casa com seus animais na rua e, caso seja necessária a saída, realizar a limpeza, principalmente das patas do animal;
  • Ao chegar em casa, não permitir lambidas e abraços;
  • Caso a pessoa esteja contaminada, evitar o contato com o animal.