Cobras, gambás, corujas, aranhas e muito mais. O número de animais silvestres resgatados em Jaraguá do Sul neste ano superou em 93% o registrado em 2017, apontam dados da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente).

O número saltou de  115 animais resgatados no ano passado para 222 neste ano, entre mamíferos, répteis e aves recolhidas, tratadas por veterinários e devolvidas à natureza. O resgate ocorreu em todo o município, em áreas residenciais e em vias públicas.

Para o biólogo e chefe de Educação da Fujama,  Christian Raboch, há dois fatores essenciais que determinaram o crescimento no número de resgates: informação e educação.

“Trabalhamos com educação ambiental e falamos muito sobre o nosso resgate de fauna. O outro motivo é a informação e consciência das pessoas de que o trabalho existe, que há pessoas especializadas para resgatar o animal ao invés de matá-lo. Esse é o resultado do nosso trabalho de informação e educação ambiental”, destaca.

O topo do ranking fica com as cobras que, quando somadas todas as espécies, chegam a 74 resgates. Bastante conhecido da região, os gambás ficam com o “vice”, com 73 resgates. Além deles, há ainda tucanos, corujas, cachorros do mato, lagartos e capivaras.

O biólogo explica que a partir dos dados que estão sendo organizados, a equipe da Fujama pretende montar um mapa identificando os locais de resgate e de soltura para que não haja superlotação de determinada espécie em locais específicos da cidade.

“É importante mencionar ainda que esse número é apenas parte dos animais que podem ser resgatados, a partir da ligação das pessoas para nos informar. É necessário ainda quebrar os mitos que as pessoas alimentam, especialmente sobre alguns animais, como cobras, lagartos e outros”, diz.

Foto Divulgação

O presidente da Fujama, Normando Zitta, conta que o programa foi iniciado em 2017, após a fundação assumir a responsabilidade de preservação dos animais silvestres que acabam se vendo no meio urbano.

“Quando assumimos, existia a importância do cuidado com esses animais silvestres. No ano passado, instituímos o programa e a população não estava tão acostumada e acabava matando os animais”, afirma.

Zitta ressalta ainda que a partir das ações de educação ambiental, a população começou a ligar para a Fujama solicitando o resgate. “Não é que não existiam animais silvestres na área urbana. Havia, mas a população não sabia para quem ligar”, complementa.

Período de férias

Se o número de resgates aumentou neste ano, a projeção do presidente da Fujama, Normando Zitta, é de que as ações sejam ainda mais frequentes no próximo ano.

“Com certeza teremos um crescimento. Estamos conseguindo fazer a preservação das áreas e com isso vai ter o crescimento da fauna local e eles acabam migrando para a área urbana”, explica.

Zitta ressalta ainda a importância da parceria entre Fujama e Bombeiros Voluntários nas ações de resgate. São os bombeiros, inclusive, que passam a ser responsáveis, a partir desta sexta-feira (21) até o dia 14 de janeiro, enquanto a equipe da fundação estará em férias coletivas.

Foto Divulgação

A parceria já acontece no dia a dia, uma vez que enquanto os técnicos da Fujama realizam os resgates durante o dia, das 7h30 às 17h, os bombeiros assumem a responsabilidade durante a noite, madrugada e aos fins de semana.

“Os bombeiros já são muito capacitados para a ação e nos auxiliam há bastante tempo”, finaliza o presidente.

Para notificar a necessidade de um resgate, a população deve entrar em contato com a Fujama – exceto no período de férias – ou com os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul.

 

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