Localização contribui na qualidade da água

Cotidiano

Por: OCP News Jaraguá do Sul

sexta-feira, 01:27 - 12/02/2016

OCP News Jaraguá do Sul
Em meio à natureza e totalmente deslocado do centro urbano, dois tímidos tubos coletam parte da água que desce dentre as árvores pelo Rio Macaquinho, em Schroeder. A vazão parece tímida, mas é suficiente para abastecer diariamente mais de quatro mil residências com uma água de extrema qualidade. Diferente dos outros municípios da microrregião, o tratamento da Águas de Schroeder é feito predominantemente com sistema de filtração lenta. “Essa situação é recomendada para característica de água bruta de maior qualidade. O que acontece no município é que é mais protegido e a operação é mais tranquila, usa menos produto químico, é mais fácil de operar, o que contribuiu para o produto final”, explica o engenheiro sanitarista e diretor de Regulação da Aris (Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento), Ricardo Martins. Segundo Martins, os números analisados pela agência mensalmente apontam que Schroeder está dentro dos padrões de tratamento. O único período que houve variação foi há cerca de três anos, quando o nível de turbidez elevado decorrente de uma terraplanagem na Estrada Rio Júlio, de onde vem a nascente, causou um alerta. Normalmente, a localização da estação contribui para a superioridade da água, reforça. “A água do Rio Itapocu e Itapocuzinho é terrível de tratar. Em Guaramirim enfrenta problemas, o tratamento é complexo. Em Jaraguá do Sul é um pouco menos, mas quando chove a turbidez fica muito alta”, complementa o diretor da agência. Com produtos químicos são gastos R$ 6,9 mil por mês para tratar os 142 mil metros cúbicos de água consumidos a cada mês em Schroeder. O município não tem uma estimativa do gasto total com o tratamento, mas o engenheiro químico da Águas de Schroeder, Lorencio Urunau, reconhece que as condições facilitam o trabalho. “Nossa água chega ao tratamento excelente, é transparente, tem o PH neutro e sem nenhuma interferência de esgoto doméstico ou afluente industrial. Toda estação de tratamento gostaria de ter essas condições, fazer a gestão de uma água assim é um privilégio”, comenta. Atualmente, 100% da água consumida na cidade é captada do rio, que ainda tem capacidade de fornecer maior quantidade. Há outros dois locais, um na usina e outro no Rio Bracinho, utilizados em emergências. O ponto também é estratégico por dispensar a utilização de bombas e, consequentemente, uso da energia elétrica. A gravidade faz o trabalho de levar toda a água para a estação de tratamento, transferir entre os tanques e distribuir pela rede de abastecimento. O diretor da Águas de Schroeder, Valdermar dos Santos, conta que em novembro do ano passado foi instalada tubulação em 700 metros para triplicar a capacidade de captação no Macaquinho, com investimento de R$ 95 mil. “Assim a gente conseguiu desligar a motobomba nos outros pontos e economizar a energia. Temos água de melhor qualidade para a população. Só pela cor da água e o local é possível ver que ela se diferencia”, apontou o diretor.  
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