Desde que o presidente Michel Temer anunciou novas medidas para atender as reinvindicações dos caminhoneiros grevistas na noite de domingo (27), o movimento tem se mostrado dividido na decisão de acabar com a paralisação.

"O nível da adesão [ao fim da greve] está aumentando gradativamente", afirmou José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam à Agência Brasil.

Para outras lideranças, o movimento começou a perder o foco. O diretor do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ourinhos (SP), Ariovaldo Almeida Jr. acredita que a proposta do governo atende as exigências da categoria.

"Muitos caminhoneiros perderam o foco e questões políticas estão tomando conta dos protestos e, com isso, não há previsão de liberação das rodovias”, analisa Almeida Jr.

O presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, afirma ainda que "intervencionistas sequestraram o movimento", comentando os pedidos de intervenção militar que ganharam força nas manifestações dos caminhoneiros.

“O movimento começou como uma coisa natural. Agora estou em 30 grupos de WhatsApp onde só entra besteira. Pedir intervenção militar desmoraliza o bom caminhoneiro”, declara Lopes.

Em contrapartida, outras frentes da paralisação pedem mais tempo para analisar as propostas do governo.

Há ainda caminhoneiros engajados em retribuir o apoio da população exigindo que haja também uma baixa no preço da gasolina.

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Fontes: Uol Economia, Veja, Gazeta do Povo