O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, esteve nesta quarta-feira em Criciúma. No Hospital São José, concedeu entrevista ao repórter Tony Marcos, da Rádio Jovem Pan News (AM 1.450), e caracterizou a instituição como sendo uma das mais qualificadas do estado.

Segundo ele, foi proposto, ainda no ano passado, uma política hospitalar catarinense, que trouxe valoração ao sistema hospitalar e qualificou os hospitais em porte.

“Essa política como é a primeira, ela é imperfeita. Nesse momento, a partir de janeiro, nós iremos então fazer uma releitura dessa política, porque alguns hospitais merecem ser melhores ranqueados e um deles é o São José”.

Momento delicado

Ele avaliou o momento da pandemia como bastante delicado.

“Nós precisamos entender, além de tudo que já foi construído pela rede, tanto do Sul do Estado como do Estado inteiro, o que mais poderemos fazer nesse momento tão complicado. Criciúma é uma cidade muito bem servida de equipamentos de saúde, de profissionais e de gestor. Estamos aqui para entender o que se pode trazer de mais recursos para a região. Não é toda cidade que tem o luxo de ter como secretário municipal alguém que já foi secretário de saúde do estado”, disse, referindo-se a Acélio Casagrande.

Leitos

Em relação à disponibilidade de mais leitos, ele está visitando os hospitais da região - como o São Marcos, de Nova Veneza; e o São Donato, de Içara -, para ver a possibilidade de habilitação com oferta de UTI para desafogar o hospital de alta complexidade, como o São José.

“Lembrando que, leito de UTI não será suficiente se todos nós não entendermos a gravidade desta doença e o que precisa ser feito”.

Segundo o secretário, desde o início do planejamento do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), em 12 de março, foram habilitados mais 790 leitos de UTI adulto. Já foram solicitados ao Ministério da Saúde, ao menos a permanência de 50% desses leitos pós pandemia, que já sinalizou 175 leitos.

“O que precisamos, e a imprensa para isso é fundamental, é transmitir às pessoas que a pandemia não passou, esse vírus é cruel e ele contamina pelo ar e pelo contato. O que a gente está dizendo faz sentido: usar máscara, manter o distanciamento, lavagem de mãos, ambientes arejados e principalmente evitar aglomeração desnecessárias. O resto precisamos fiscalizar, vigiar e infelizmente punir aqueles que transgredirem as regras”, disse, acrescentando que Santa Catarina é um dos estados com mais regramentos lógicos.

Vocacionar

Ele explicou sobre o que seria vocacionar os hospitais e disse que é inadmissível que, em pleno 2020, as pessoas cruzem o estado em busca de serviços de saúde.

“A pandemia deu algumas oportunidades. Quando a gente traz leito terapia intensiva para as regiões, traz a possibilidade de diminuir o sofrimento das pessoas que estão em fila cirúrgica. Então nós temos uma segunda pandemia para enfrentar, que é a pandemia da cirurgia eletiva. Nós vamos manter os leitos de terapia intensiva o quanto for necessário para rodar a fila. E quando se tem uma terapia intensiva e tem também uma fila cirúrgica menos impactante, consegue-se qualificar e habilitar os hospitais, regionalizando o acesso às pessoas. Já é um planejamento que vamos colocar em prática. As pessoas precisam ter acesso à saúde próximo de suas casas”, ressaltou.

 

 

 

 

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