A 1º Vara de Justiça de Araquari determinou a abertura de novo inquérito para investigar Aline e Renato Openkoski, pais do menino Jonatas Openkoski, que possui Atrofia Muscular Espinhal (AME).

Na decisão, a justiça determina que sejam investigados os crimes de desobediência e apropriação indébita de dinheiro arrecadado na campanha para custear o tratamento do menino. A decisão ocorreu porque os pais não devolveram os valores relacionados à prestação de contas, solicitado pelo Judiciário.

De acordo com a juíza Cristina Paul Cunha Bogo, responsável pela determinação na 1ª Vara de Araquari, a abertura de inquérito policial foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC).

A magistrada afirma, em nota, que houve mais de uma oportunidade para os pais, Aline e Renato Openkoski devolverem o dinheiro não utilizado no tratamento da criança, como determinado pela justiça em junho.

Na ocasião, o judiciário entendeu que, dos R$31 mil recebidos naquele mês, mais da metade não foi usado no tratamento da criança e deveria ser devolvido.

Relembre a campanha

O menino Jonatas Openkoski tem uma síndrome rara, a Atrofia Muscular Espinhal (AME) de tipo 1. Em março de 2017 os pais dele, Aline e Renato Openkoski, lançaram uma campanha nas redes sociais para custear o tratamento do menino, com o medicamento Spinraza. Com custo inicial de R$3 milhões, o tratamento poderia retardar os efeitos da doença.

Durante a campanha, os pais do menino chegaram a arrecadar R$4 milhões.

 

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