O juíz Sérgio Domingos, da 1ª Vara da Fazenda de Criciúma, proferiu a sentença que transformou a recuperação judicial da Carbonífera Criciúma, em falência. A empresa suspendeu suas atividades em 2015, e recentemente teve um proposta de recuperação judicial negada pelos credores em última audiência.

Segundo o administrador judicial, Maurício Colle de Figueiredo decisão é passível de recurso. A dívida é de cerca de R$ 500 milhões. .A falência só virá de fato com o julgamento da atual decisão, ainda mais se houver recurso da empresa.

"É provável que a carbonífera recorra. A partir de agora, vamos analisar o patrimônio da empresa, verificar o tamanho real e atual do passivo e atualizar a questão dos credores. Terá a possibilidade de adicionar patrimônios dos sócios, mas a principio será apenas o da carbonífera", comentou.

Relembre o caso

Em 2015, a Carbonífera Criciúma paralisou as atividades deixando mais de 700 trabalhadores sem receber as saídas e os salários que estavam atrasados em Criciúma e Forquilhinha. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial no dia 14 de maio do mesmo ano, na Comarca de Eldorado do Sul (RS). Desde então os trabalhadores e credores buscam uma saída para receberem os valores devidos pela Carbonífera.

Em dezembro de 2019, a juíza Eliza Maria Strapazzon, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma, proferiu sentença que convolou a recuperação judicial da Carbonífera Criciúma S.A em falência. A empresa entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) que decidiu, no início deste ano, pela continuidade do processo de Recuperação Judicial da Carbonífera Criciúma.