Reconhecida como uma das melhores colunistas de economia do paísMíriam Leitão recebeu na última semana o prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2017, promovido pela Associação Nacional de Jornais. A profissional é colunista da Rede OCP News e está entre as jornalistas mais premiadas da história. Durante a cerimônia, o presidente da entidade, Marcelo Rech, declarou que Míriam é um “corajoso símbolo de resistência” ao longo dos 45 anos de carreira. Rech ainda destacou dois episódios recentes em que a jornalista foi alvo de ataques: as agressões disparadas por delegados do PT (Partidos dos Trabalhadores) durante um voo entre São Paulo e Brasília no mês de junho e pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que não aceitou as críticas da jornalista feitas em sua coluna no começo do mês. Ao falar sobre os dois momentos, Míriam destacou que é preciso manter o trabalho de defesa da liberdade de expressão e combate à mentira. No momento, ela ainda lembrou que, quando chegou ao jornalismo, não havia liberdade e, por isso, conhece o peso da censura. A profissional também enfatiza que o fato de o Brasil viver em uma democracia não significa que “tudo está resolvido”. “Quero deixar claro que os ataques virão de todos os lados e não serão apenas contra mim, mas contra o jornalismo que todos nós exercemos. A pessoa que tem mente autoritária não gosta de qualquer opinião diferente da dela publicada. Em 2018, que será um ano de polarização, de disputa pelo poder, nós temos que ter serenidade e firmeza. Fora isso, a gente tem que fazer, com muita apuração, o combate à mentira”, afirmou a jornalista em seu discurso. O prêmio reconhece que Míriam, nos últimos 12 meses, dedicou-se a promoção ou defesa da liberdade imprensa. Esta atuação da jornalista também apresentou uma importância fundamental da liberdade de imprensa para a sociedade e para a democracia. A colunista do OCP ressaltou a importância da Lei de Acesso à Informação e criticou o que chamou de “censura institucional”. Além de Míriam, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), o jornal argentino “Clarín” e a atual presidente do STF, Cármen Lúcia, já receberam o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa. Ao final da cerimônia de premiação, Míriam se dirigiu à família, presente no evento, para reafirmar o desejo de seguir em frente como jornalista. Nascida em Minas Gerais, Míriam se formou na Universidade de Brasília e iniciou sua carreira em Vitória, no Espírito Santo. Já trabalhou em diversos veículos de comunicação, como Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, Veja, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rádio CBN, Globo News e Rede Globo. Foi repórter de assuntos diplomáticos da Gazeta Mercantil e editora de economia do Jornal do Brasil. Em 1972, quando estava grávida, foi presa e torturada física e psicologicamente pelo regime militar no Brasil por ser militante do Partido Comunista. Desde 1991 é funcionária das Organizações Globo. Míriam já publicou seis livros.