Praça da Bandeira Ficou completamente lotada durante os atos contra os cortes na educação | Fotos Divulgação, Redes Sociais e Sinte
Praça da Bandeira Ficou completamente lotada durante os atos contra os cortes na educação | Fotos Divulgação, Redes Sociais e Sinte

Mais uma vez os moradores de Joinville atenderam ao apelo feito nas redes sociais e se mobilizaram para uma série de atos contra o corte de recursos federais destinados à Educação. Os protestos aconteceram durante toda quarta-feira (15) em várias instituições de ensino, públicas e privadas.

No final da tarde os manifestantes se reuniram e lotaram a Praça da Bandeira para mostrar a insatisfação com o governo Bolsonaro. Em seguida, os manifestantes percorreram as principais ruas do Centro da cidade.

A decisão de cortar recursos da Educação foi anunciada pelo MEC (Ministério da Educação). A retenção na liberação de verbas deve atingir o ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior.

Gabriel de Paula da Silva, 24 anos, trabalha como assistente administrativo e fez questão de tirar um tempinho do seu intervalo no trabalho para participar da manifestação.

“O #TsunamidaEducação é importante pois marca a reorganização dos movimentos estudantis no Brasil. Defender a educação é defender a saúde e a ciência”, comentou Silva.

Ele acrescenta “os atos de hoje reforçam que a juventude irá mudar a história desse país”.

“Investir em educação e abrir a cabeça de crianças, adolescentes e jovens, logo, é o que esse governo não quer, seres críticos aos inúmeros mal feitos já implantados e que estão por vir. Os cortes, são uma manobra política e ideológica, com intuito claro de enfraquecer o conhecimento na área de humanas”, concluiu.

O engenheiro de Segurança do Trabalho, George Medeiros, 40 anos, enfatiza a importância dos investimentos em ciência e tecnologia.

“Estas manifestações no Brasil inteiro é uma dura resposta a atual política de cortes do governo Bolsonaro na Educação. Como petroleiro e engenheiro formado na universidade pública acredito que a exploração do pré-sal é a prova viva da capacidade técnica dos brasileiros e do investimento público em ciência e tecnologia, que não pode acabar”, argumenta.

A manifestação contou com presença de universitários, estudantes secundaristas, professores, pais, sindicalistas e ativistas sociais. O Sinte/Joinville também participou. Em sua página no Facebook o órgão expressou:

“A aula dada pelos quase 2000 participantes ao governo foi clara: não estão dispostos a pagar o preço da crise, que se manifesta com a Reforma da Previdência e os cortes na Educação. Agora é o momento de construir os comitês de luta, para parar o país no dia 14 de junho”.

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