Auxiliar idosos com as compras é importante daqui para frente | Foto Divulgação/OCP News
Auxiliar idosos com as compras é importante daqui para frente | Foto Divulgação/OCP News

Oferecer carinho, atenção, um telefonema, um apoio. O coronavírus chegou exigindo mudanças na rotina e mais empatia. Mostrou o quanto precisamos uns dos outros, até mesmo na luta para conter o contágio e salvar vidas.

Se os braços estão impedidos de acolher, possuem a força necessária para exercer a solidariedade.

Em Jaraguá do Sul, o jovem Jardel Henrique dos Santos, 25 anos, é um dos voluntários que, assim que entendeu a importância do isolamento, colocou-se à disposição dos vizinhos no condomínio onde mora, oferecendo-se para realizar as compras necessárias.

Para ele, que afirma ser saudável e está fora do chamado grupo de risco, é importante auxiliar quem não deve sair de casa nem para ir às compras.

"Como não posso trabalhar, e é muito mais fácil nós, jovens, podermos ajudar as pessoas que correm risco de vida, por que não ajudar essas pessoas? Eu vou lá, pego os produtos para a pessoa, trago até a casa e faço a entrega”, destaca.

Ele alerta que é importante que quem recebe as compras adote medidas de higiene para manusear os produtos, pois o vírus pode estar presente em sacolas e embalagens.

Mais empatia

No mercado, pessoa escolhe tomates
Mercados e farmácias continuam abertos e produtos estão sendo produzidos | Foto Arquivo/OCP News

A corrida por suprimentos e o pânico inicial frente ao desconhecido, fez com que os jaraguaenses lotassem os mercados na semana passada, quando a pandemia do COVID-19 passou a ameaçar todo o território brasileiro.

O resultado foi que muitos acabaram estocando produtos que foram faltando nas prateleiras. Logo, outros ficaram sem artigos como álcool gel e até álcool comum.

Para o psicólogo e colunista do OCP Francisco Hertel Maiochi, todas as faltas de produtos de primeira necessidade se dão pelo desespero ou pela ganância das pessoas, comprando mais do que realmente precisam.

Ele ressalta que mercados e farmácias continuam abertos e o alimento segue sendo produzido normalmente.

No entanto, orienta que ainda é importante evitar viagens excessivas aos mercados, e que fazer compras para uma semana ou duas é recomendado.

Também alerta para que apenas um membro da família vá às compras, reduzindo a exposição.

Precisamos ter em conta que não há diferença entre o cuidado individual e o cuidado coletivo. Quanto melhor a sociedade inteira estiver, mais protegidos nós também estaremos”, declara.

O profissional ressalta que, até o momento, não existe um risco real de desabastecimento.

Os riscos que o coronavírus traz são sérios e as medidas de contenção são importantes para não sobrecarregar os sistemas de saúde e dar ao máximo de pessoas a melhor chance de receber o tratamento que precisam.

Maiochi orienta que, para saber como se comportar, a melhor forma de encarar a situação é imaginar que já se porta o vírus, e pensar o que pode fazer para evitar contagiar outras pessoas.

Nessas horas fica claro que não somos pessoas individuais apenas, que a sociedade toda funciona junta, e as atitudes que afetam os outros sempre retornam a nós. Pessoas que desrespeitam as medidas de contenção não estão apenas aumentando os riscos para terceiros, aumentam também para si próprias e seus familiares”, explica.

Fragilidade econômica

O psicólogo diz que nesses momentos também é importante lembrar das pessoas que trabalham por hora, sem estabilidade de renda.

Com o isolamento, muitos serviços param de ser prestados, e é importante que consideremos continuar remunerando as pessoas que costumamos empregar.

A fragilidade econômica faz as pessoas se sujeitarem a riscos maiores, e aumentando o risco de uma parcela da população, aumentamos o risco de toda a população”, conclui Maiochi.

Para Jardel, o importante é cuidarmos daqui para frente. “O que a gente já fez (de errado) a gente não consegue corrigir. Então, quanto menos as pessoas tiverem contato, principalmente aquelas de mais idade, deixando de ir a mercados, farmácias e outros”, opina.

No condomínio onde ele reside, outras pessoas também se mobilizaram para compras e para manter limpas e desinfetadas as áreas comuns, além de recolher o lixo.

Mesmo após o período de quarentena, os cuidados com pessoas do grupo de risco devem continuar.

 

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