Jovem fez todo o ensino fundamental na escola Cristina Marcatto | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Jovem fez todo o ensino fundamental na escola Cristina Marcatto | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Se para a maioria dos estudantes a matemática é um desafio durante a vida acadêmica, para Gustavo Tironi, de 16 anos, os números são incentivo para revelar os mistérios da disciplina.

Recentemente, ele foi para Salvador buscar a medalha de ouro conquistada na 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

O resultado é fruto da prova realizada em 2018, enquanto Tironi cursava o nono ano do ensino fundamental na escola municipal Cristina Marcatto.

Agora, o adolescente está matriculado no primeiro ano do ensino médio integrado do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc) , também em Jaraguá do Sul.

Tironi conta que o gosto pela matemática já existia, mas se intensificou no sexto ano, quando ele conquistou uma medalha de bronze na OBMEP. Nas duas séries seguintes, o estudante repetiu o feito e garantiu o bronze na prova nacional.

Mãe destaca que Gustavo sempre teve interesse pelos cálculos matemáticos | Foto Eduardo Montecino/OCP News

"A prova foi difícil, mas como eu estava me preparando para ela, sabia como resolver todas as questões. Isso foi fundamental", comenta.

Para ele, a disciplina não tem segredos, é só prestar atenção nas aulas. "Não podemos olhar para os problemas e pensar que não vamos conseguir resolver. Parece complexo, mas é algo simples de fazer, não precisa ser gênio. Tem que entender como fazer", enfatiza o estudante.

Inspiração para os colegas

As conquistas, segundo Tironi, inspiraram outros colegas da antiga escola a se dedicar pela matemática.

Além dos estudos em sala, o medalhista faz parte do Programa de Iniciação Científica (PIC), voltado a alunos premiados na OBMEP que desejam ampliar o conhecimento e se preparar para o futuro acadêmico e profissional, com base em questões matemáticas.

Os exercícios são feitos pela internet e orientados por mentores. "São assuntos que geralmente não aprendemos na escola", observa Tironi.

Com orgulho, a mãe Letícia Regina Tironi garante sempre incentivou os estudos do filho e que, desde pequeno, o menino é dedicado. "É um interesse que ele tem mesmo. Quando era criança pegava e fazia conta nos dedos, pedia para nós fazermos cálculos mais difíceis", relata.

Depois de gabaritar a prova seletiva do Ifsc e começar o ensino médio, Tironi agora considera fazer engenharia na faculdade. "Ainda estou em dúvida, talvez faça aeroespacial", completa.

 

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