Aos 38 anos, a jaraguaense Andressa Stein está fazendo uma campanha no site Vakinha para arrecadar R$ 15 mil para a compra de um triciclo elétrico e para adaptar a casa em que mora com o pai para as suas necessidades especiais. Ela sofre de ataxia cerebelar, uma doença degenerativa, progressiva e sem cura e acredita que desta forma poderá garantir sua qualidade de vida. Basicamente, Andressa está perdendo os movimentos dos músculos. “Não há a possibilidade de eu sair sozinha, sem apoio. Por isso que esse veículo é tão importante”, comenta. Hoje, Andressa precisa de um andador para dar um simples passeio. Ela recorda que até os 30 anos sempre andava de salto alto, e nunca pensou que tão cedo teria que desistir deles. “Se você me falasse há dez anos que eu não iria mais poder andar de salto, eu diria que era mentira”, brinca. A ideia de comprar o triciclo surgiu após uma conversa descontraída com suas amigas. “Comentei com as minhas amigas sobre esses triciclos comuns em grandes supermercados. Elas disseram que poderia ser uma boa ideia. A minha casa também precisa ser adaptada e vamos ter que construir um banheiro para mim. Eu moro com o meu pai e ele faz tudo para mim, inclusive a comida”, comenta, mas diz também que é uma excelente cozinheira. A doença de Andressa foi diagnosticada há cerca de quatro anos, durante um exame de rotina. “Ela começou a se manifestar há pelo menos dez anos, mas eu me autodiagnostiquei com labirintite. Eu sempre tinha tonturas quando andava na rua. Eu trabalhava na videoteca e um dia fui fumar e um taxista me disse que eu poderia ter um problema. Depois, fui trabalhar no Angeloni, em 2012. Após um ano fiz um exame de rotina e o médico disse que eu poderia ter um problema neurológico quando comentei sobre a tontura. Ele me encaminhou para um neurologista”, conta. Após uma série de exames em Joinville e consultas com o neurologista, o diagnóstico da doença foi dado. “Trabalhei mais um ano até que os meus médicos se juntaram e me encostaram. Eles disseram que eu tinha uma situação complicada e que o meu cerebelo morreu. Quando acorda de noite para ir no banheiro, você simplesmente vai. Eu tenho que pensar em todos os passos até conseguir ir. Havia um remédio, mas ele não foi aprovado”, revela Andressa sobre sua rotina. O fato de estar doente não foi aceito de imediato, principalmente porque a ataxia cerebelar é pouco conhecida. Ela conta que teve depressão e engordou. Mas agora consegue enfrentar com bom humor a sua realidade. “Se te diagnosticam com câncer, você tem câncer. Mas essa doença não é conhecida e isso fez com que eu não aceitasse o que estava acontecendo. Cheguei a entrar em depressão e engordei, mas no início desse ano procurei pela doença no Facebook e descobri grupos e outras pessoas que têm o mesmo problema que eu. Emagreci um pouco e agora consigo ver a vida de um jeito melhor”, frisa. Ela não sabe ainda como a doença deve agir em sua vida e quando perderá totalmente os movimentos, até porque esta doença tem pelo menos 40 tipos e cada um se manifesta de uma forma, mas segue a vida determinada a driblar as dificuldades. Formas de ajudar a Andressa: A primeira delas é pelo site Vakinha, clicando aqui. A segunda é depositando qualquer valor nesta conta: Andressa Stein CPF: 029279439-82 Bradesco Agência: 0356-5 Conta Corrente: 116170-9