A partir da próxima segunda-feira (16), Jaraguá do Sul sediará a 46ª edição da Assembleia Nacional da Assemae (Associação Nacional de Serviços Municipais de Saneamento) nas dependências da Scar (Sociedade Cultura Artística), quando são aguardados cerca de 2 mil participantes de diversas regiões do país, entre governamentais, empresários, expositores, gestores públicos, técnicos, ambientalistas, pesquisadores e líderes de movimentos sociais. Ontem os organizadores conferiam o andamento dos trabalhos de montagem do toldo e da infraestrutura do entorno, na área externa da Scar. A programação do megaevento, que segue até quinta-feira (19), prevê palestras, apresentação de 120 cases de sucesso e de novas tecnologias, debates, exposição de trabalhos técnicos e duas visitas monitoradas: à nova estação de tratamento de esgoto (ETE) São Luís e à sede da Weg. Paralelamente acontece uma feira de saneamento básico, com 50 estandes. A organização calcula que o impacto econômico durante os dias de realização da assembleia deve girar em torno de R$ 5 milhões. O cerimonial de abertura, às 19h, no Grande Teatro, terá a palestra magna do presidente executivo do Grupo Weg, Harry Schmelzer Junior, sobre os impactos da eficiência energética no saneamento e sustentabilidade. Estão confirmados representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Agência Nacional de Águas (ANA), e dos ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, BNDES, Caixa Econômica Federal. O governador Raimundo Colombo é esperado para o encerramento, na quinta-feira. Referência estadual no setor O diretor presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Jaraguá do Sul e da Assamae Regional de Santa Catarina, Ademir Izidoro, salienta que hoje o município tem 80% de cobertura no tratamento de esgoto, índice alcançado com a entrega da ETE São Luís, em março. Também lembra a construção da nova estação de tratamento de água (ETA) central, no Água Verde, iniciada em março, com investimento de R$ 35 milhões. “Hoje estamos no limite, mas ficaremos tranquilos pelos próximos 25 anos”, enfatiza. Hoje a autarquia abastece em torno de 60 mil consumidores de água tratada. Dentre os cases de sustentabilidade que a cidade apresentará no congresso está o programa Jaraguá Recicla, da Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente (Fujama). O Samae mostrará o Programa de Educação e Valorização da Água (Proeva), Programa de Controle de Perdas de Água, de rastreamento de telemetria (estações e reservatórios) e da revisão tarifária. Izidoro lembra que o Estado ocupa a 18ª colocação no país em saneamento e que Jaraguá do Sul é referência na área entre os municípios catarinenses de médio porte. O gestor reconhece que hoje o município tem 30% de perdas de água, com meta de reduzir para 28% até o final do ano. Em janeiro de 2013, assinala, eram 42% de perdas: “Já investimos R$ 1,5 milhão na troca de tubulação, hidrômetros, novos equipamentos, contratação de empresa para pesquisa de vazamento, renovação da frota e adequação da equipe”.  Em Santa Catarina, a média de perdas é de 50%. Escolha de Jaraguá foi técnica O secretário nacional da Assemae, Cleber Frederico Ribeiro, ressalta que a escolha de Jaraguá do Sul para sediar o congresso nacional anual “foi técnica e pela infraestrutura que a cidade tem a oferecer”. Esclarece que o congresso deve gerar moções que a Assemae trabalhará ao longo do ano, com encaminhamentos aos ministérios das Cidades, Funasa e governos estaduais. Destaca que a instituição, com 33 anos de atuação, soma 1,7 mil associados. Destes, 47 são de Santa Catarina. “A nossa principal vitória foi a homologação do Marco Regulatório do Saneamento, em 2010”, pontua. Pelo documento, todas as cidades são obrigadas a ter um Plano Municipal de Saneamento, com estabelecimento de metas, com prazo inicial até final de 2014, prorrogado para o final de 2017.