Intervalo entre doses deve ser reduzido e vacinação de adolescentes deve começar em setembro, diz ministro

Por: Pedro Leal

18/08/2021 - 14:08 - Atualizada em: 18/08/2021 - 14:32

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga confirmou na manhã desta quarta-feira (18) que o quadro atual da pandemia permite que o Brasil diminua o intervalo entre as doses da vacina Pfizer, a partir de setembro, quando a população acima dos 18 anos terminar de receber a primeira dose da vacina.

“Conseguimos alterar o intervalo das doses da Pfizer. A bula autoriza 21 dias de intervalo, assim conseguiremos completar mais rapidamente. Estamos em uma situação epidemiológica mais tranquila. Não estamos comemorando, porque a média de mortes ainda é alta. Mas já tivemos números maiores. Mas, as políticas públicas estão melhorando a situação da pandemia”, afirmou Queiroga.

A prioridade, segundo Queiroga, é terminar a imunização de adultos para depois vacinar adolescentes. “As doses não são para adolescentes. Como vou vacinar em um estado adolescentes e em outros estamos nos 30 anos? Temos de fazer a vacinação de maneira equânime”, explicou o ministro.

O ministro afirmou que os estados que já terminaram a primeira dose da população acima dos 18 anos continuarão a receber imunizantes para a segunda dose.

“Naturalmente quem já vacinou a população com primeira dose, os estados vão continuar recebendo a vacinas para segunda dose. Não se pretende atrasar a vacinação de adolescentes com comorbidades. O que se pretende é garantir que os outros estados recebam as doses de maneira mais homogênea. Naturalmente em um país continental não terminaremos todos os estados juntos”, disse Queiroga.

No cenário mais otimista de chegada de vacinas, a antecipação da aplicação da segunda dose da Pfizer vai possibilitar que até o fim de outubro toda a população vacinável esteja completamente vacinada.

O ministro também respondeu sobre a possibilidade da aplicação da terceira dose. Mais uma vez, deixou claro que a prioridade é finalizar a campanha com vacinação completa das pessoas acima de 18 anos, para a partir daí fazer a segunda dose.

“Está em discussão sobre a terceira dose, mas ainda não há estudos que comprovem, qual o imunizante pode ser dado e qual é o momento de se fazer isso. A terceira dose será aplicada com base em evidências científicas consistentes e de acordo com a estratégia de distribuição de doses que o Ministério da Saúde tem consolidado”, disse Queiroga.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).