Buscando propiciar um espaço de discussão, propostas e troca de experiências contribuindo para a construção de interfaces entre a história da ciência e o ensino, o Instituto Federal Catarinense de Jaraguá do Sul recebe a 7ª Jornada Nacional da História da Ciência.

O evento, concebido pela Pontifícia da Universidade Católica de São Paulo (PUC -SP), iniciou nesta segunda-feira (22) e segue até quarta (24). Esta é a primeira vez que as atividades são realizadas na região Sul do Brasil.

Segundo Maria Helena Roxo Beltran, uma das organizadoras da Jornada, o principal objetivo é desmistificar o conceito da ciência e instrumentalizar os professores para aplicar os conteúdos envolvendo a história dentro da sala de aula.

Durante a programação serão realizados minicursos e workshops com pesquisadores renomados de diversas áreas do Brasil para mostrar a evolução da ciência ao longo dos anos.

Resgatando a história

Certamente você já ouviu falar sobre Albert Aisten, Isaac Newton e Galileu Galilei? São três grandes pesquisadores importantes para a história muito estudados nas escolas. Porém, segundo os organizadores do evento, a verdadeira origem da ciência acaba ficando de lado no ensino básico.

De acordo com a professora do IFSC, Iara Campestrini Binder, as descobertas dos grandes cientistas foram resultados de um contexto econômico e social. "O que as escolas fazem é um recorte. Trabalham o conceito sem a relação com a origem e como aquele experimento foi trabalhado naquela época", explica.

Com isso, a edição vai possibilitar a integração entre professores da Educação Básica, Ensino Superior e Estudantes de Graduação e Pós-Graduação. "Geralmente, se  fala muito no 'pai da mecânica', o 'pai da física'. A proposta é resgatar e tirar a visão do cientista como um "gênio", alguém atípico e privilegiado", salienta Maria Helena.

Este ano, a temática da jornada é “Diálogo sobre a vida e obra de Fritz Müller”, um cientista alemão que se naturalizou brasileiro e teve grande influência na história da ciência quando ajudou a provar a teoria da evolução de Charles Darwin.

"Para mim foi uma surpresa. Um vínculo tão evolutivo, muitas pessoas comemorando e prestigiando o ano de Darwin, mas esquecem a importância que Fritz Müller teve para a teoria", explica. "Temos que resgatar a memória e preservar a nossa história", avalia o pesquisador Roberto Fontes.

 

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