Como se fosse uma garrafa abandonada, um idoso de 72 anos atravessou o oceano Atlântico em 127 dias. Ele estava em um tonel sem motor, ou seja, navegou somente com auxílio da correnteza e do vento. A ideia maluca partiu de Jacques Savin, navegador e aventureiro francês.

Savin partiu de El Hierro, na Espanha, e desembarcou no norte de Porto Rico. Ele se inspirou na façanha de seu conterrâneo Alain Bombard, que há quase 70 anos tentou reproduzir a experiência de um náufrago e se lançou no mar praticamente sem infraestrutura. Savin foi o primeiro no mundo a realizar esse tipo de travessia.

O barril-navegador de Savin tem três metros de comprimento por 2,10m de diâmetro. Uma cama, uma pia (com água extraída do mar e dessalinizada), um fogareiro, um assento e compartimento onde ele guarda o estoque de comida liofilizada (um tipo de alimento desidratado), com quantidade para cerca de três meses no mar.

Tem, também, uma portinhola de acesso e três janelinhas, uma delas no fundo, para ele poder observar os peixes que passam.

Foto Divulgação

A viagem

A aventura durou um mês a mais do que o previsto. Por isso, o francês ficou sem mantimentos e precisou capturar muitos peixes ao longo do trajeto, mas os equipamentos para pesca também terminaram.

Em todo o trajeto, Savin só enfrentou uma noite de tempestade em alto mar. O tonel se virou três vezes de lado, mas acabou retornando à posição correta, sempre na superfície. Muito mais do que um susto, para o aventureiro francês, a experiência reforçou a lição de que “tudo passa” na vida.

Porém, o francês foi acompanhado por uma equipe em terra que se comunicava via celular que funciona por satélite. A missão só não foi abortada, pois dois navios pararam para alimentar Savin.

 

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